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Sémen pode ser a solução para combater pragas de lampreias

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O sémen humano pode ser a inesperada arma no combate às lampreias, que em alguns países são espécies invasivas que ameaçam outros negócios. O segredo está na espermina presente no sémen, que se revela um afrodisíaco para as fêmeas destes peixes.

Apesar de em Portugal a lampreia ser uma iguaria gastronómica, noutros países, como nos Estados Unidos, é considerada uma verdadeira praga. O fenómeno não é recente e, há cerca de dez anos, os americanos gastavam 20 milhões de dólares por ano no combate à lampreia, que constitui uma ameaça para a pesca recreativa do país.

Agora, cientistas encontraram uma possível solução para este problema e, apesar de pouco convencional, parece ser um sucesso garantido. A espermina, um composto odorífero do sémen humano, mostrou ser um verdadeiro afrodisíaco para as lampreias. Os resultados da investigação foram publicados, esta terça-feira, na revista PLOS Bioaltalogy.

“Descobrimos que o sémen contém espermina, uma feromona altamente específica e potente, que atrai apenas fêmeas”, disse o autor do estudo, Weiming Li. “As fêmeas provavelmente usam a espermina para identificar machos que estão ativamente a libertar esperma”, explicou.

Estas feromonas libertadas pelos machos servem para atrair as fêmeas para acasalamento. A monogamia não é propriamente uma característica das populações de lampreias, já que as fêmeas acasalam com vários machos e desovam várias vezes por hora. As fêmeas parecem guiar-se pela feromona, sendo esta a primeira vez que este comportamento é documentado por cientistas.

Depois de realizados quase 12 mil testes, os investigadores descobriram que as fêmeas de lampreia também detetavam a espermina, mesmo em baixos níveis. Em termos de comparação, bastava apenas uma pinga deste composto numa piscina para que as lampreias conseguissem farejar este afrodisíaco — explica o Futurity.

Os cientistas vão agora determinar se este composto tem o poder para travar as pragas desta espécie invasiva que afeta alguns países. As lampreias são parasitas e, para se alimentarem, fixam a sua boca noutros peixes e mamíferos marinhos. Com os seus dentes rasgam a pele do hospedeiro e com a saliva, que impede a coagulação, sugam o sangue.

  ZAP //

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