Seis alemães acusados por roubo de mais 100 milhões de euros em museu

Seis homens foram acusados na quinta-feira por um assalto a um museu de Dresden, na Alemanha, em 2019, no qual levaram vários artefatos incrustados de diamantes, no valor de mais de 100 milhões de euros.

Os suspeitos, com idades entre 22 e 27 anos, foram acusados ​​de roubo qualificado e incêndio criminoso qualificado. Dois já haviam sido condenados pelo roubo de uma moeda de ouro de 100 quilos num museu em Berlim, em 2017, noticiou a agência France-Presse.

Armados, os homens terão invadido o museu Green Vault, em Dresden, na manhã de 25 de novembro de 2019, levando 21 jóias incrustadas com mais de 4.300 diamantes. O valor segurado das peças chegava aos 113,8 milhões de euros, informaram os promotores. Nenhum dos objetos foi ainda recuperado.

Acredita-se que os suspeitos tenham iniciado um incêndio para cortar o fornecimento de energia nas ruas ao redor do museu, pouco antes do roubo. Durante a fuga, terão incendiado um Audi S6 num estacionamento subterrâneo, danificando 61 veículos. Os danos materiais são estimados em mais de um milhão de euros.

O Palácio Real de Dresden, que administra o museu, disse que os itens roubados são jóias do século 18 e outros objetos da coleção do governante Augusto, o Forte. Entre os artefatos estava uma espada cujo punho está incrustado com nove diamantes grandes e 770 pequenos e uma ombreira que contém o diamante branco de Dresden, de 49 quilates.

Os promotores não identificaram os suspeitos. Contudo, as autoridades confirmaram que são membros do “clã Remmo”, uma família de origem árabe conhecida pelas suas relações com o crime organizado.

Em 2019, os investigadores apreenderam 77 imóveis do clã, no valor total de 9,3 milhões de euros, acusando os seus membros de os adquirirem com o produto de vários crimes, incluindo um assalto a um banco, em 2014.

  Taísa Pagno //

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