Se não reconquistar câmaras, Rio “terá dificuldade em manter-se como líder” do PSD

Paulo Cunha, conselheiro nacional do PSD e presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão, disse que Rui Rio terá dificuldade em manter-se como líder do partido se não conseguir inverter a tendência de perda de presidências de câmara.

“Se Rui Rio não conseguir inverter a tendência de perda de presidências de câmara, terá alguma dificuldade em se manter como líder do partido – e se conseguir também depende do quanto conseguir”, afirmou Paulo Cunha, que já comunicou que não fará um terceiro mandato em Famalicão, em declarações ao jornal Público.

“Se o cenário for de perda contínua, parece-me difícil que o dr. Rui Rio tenha condições para se manter no partido”, reiterou Paulo Cunha.

“O concelho reclama uma nova governação de médio prazo, e não de curto prazo, e, por isso, entendi que o superior interesse de Famalicão reclamava que abdicasse de ser presidente de câmara nos próximos quatro anos para que pudesse haver uma solução governativa longa para o concelho, que tem novos fundos comunitários para gerir: Plano de Recuperação e Resiliência e do quadro plurianual 2030”, justificou.

Afirmando que é “muito cedo” para antecipar cenários, Paulo Cunha afasta a possibilidade de se posicionar para entrar na corrida à liderança do PSD, mas adianta que já foi sondado.

Já me falaram várias vezes, mas confesso que não tenho esse horizonte, não ocupa o meu pensamento, não faz parte dos meus propósitos, nem sequer dos prognósticos de médio prazo”, garantiu. “Se fosse uma corrida à liderança do partido, não saía da câmara, porque, politicamente, teria mais visibilidade e mais protagonismo se continuasse a presidente de câmara”.

Sobre ser deputado, Paulo Cunha confessou “que não é uma função que me entusiasme muito, mas não quer dizer que um dia não venha a ser deputado, mas não estou com esse propósito, pois estamos a mais de dois anos das legislativas”.

“Saio com a clara convicção de que voltarei a fazer política, saio com essa certeza. Continuarei a fazer política – nunca mais política autárquica -, mas fazer política pode ser política só partidária, pode ser política ou a outros níveis”, admitiu.

Na disputa interna no PSD, Paulo Cunha foi um dos apoios de Luís Montenegro, que viria a perder as diretas para Rui Rio. O vereador Mário Passos, que o autarca de Faamalicão quer candidatar no seu lugar, também esteve com Luís Montenegro.

No último congresso do PSD, em fevereiro de 2020, Paulo Cunha liderou a lista ao conselho nacional afeta ao antigo líder da bancada parlamentar do partido, Luís Montenegro.

  Maria Campos, ZAP //

 

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