Scott Morrison derruba Malcolm Turnbull e é o novo primeiro-ministro da Austrália

Lukas Coch / EPA

O ex-primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull, agora substituído por Scott Morrison (à direita)

Scott Morrison foi eleito líder do Partido Liberal australiano e, consequentemente, vai assumir funções como primeiro-ministro, derrubando Malcolm Turnbull que ocupava o cargo desde setembro de 2015, anunciou o partido.

Scott Morrison, que até aqui era ministro do Tesouro, será o 30.º primeiro-ministro australiano (o quinto em apenas onze anos), confirmando a instabilidade que tem marcado nos últimos anos os dois maiores partidos, Trabalhistas e Liberais.

Uma porta-voz do Partido Liberal informou ainda que o atual ministro do Ambiente e Energia, Josh Frydenberg, foi eleito número dois, com ampla maioria.

A decisão foi tomada pela liderança parlamentar do Partido Liberal que, depois de uma semana de tensão interna, votou hoje pela substituição de Malcolm Turnbull por Morrison na liderança do partido e, consequentemente, do Governo.

“Fiquei impressionado por quantos dos meus colegas falaram ou votaram pela lealdade em vez de deslealdade. Os dissidentes não foram recompensados e o meu sucessor, a quem desejo o melhor, teve êxito”, afirmou Turnbull durante uma conferência de imprensa em Camberra.

Quero agradecer ao povo australiano por tudo o que fizeram, dando-me a oportunidade de ser líder deste grande país”, disse ainda.

O ex-primeiro-ministro disse que continua “otimista e positivo sobre o futuro” da Austrália. “Como uma coligação de Governo progressista fizemos importantes reformas e avanços. (…) Criámos empregos e uma economia forte”, salientou.

“Estou orgulhoso do que fizemos em várias áreas”, disse, destacando a legalização do casamento homossexual e investimentos em infraestruturas, entre outras medidas, num período de “grandes desafios”.

Numa primeira votação apresentaram-se três candidatos: Peter Dutton, Scott Morrison e Julie Bishop (até então número dois do partido e ainda ministra dos Negócios estrangeiros), tendo a chefe da diplomacia australiana sido a menos votada.

Na segunda ronda de votação, Morrison obteve 45 votos e Dutton obteve 40, numa grande derrota para Dutton que, por duas vezes, tentou chegar à liderança e falhou.

A reunião dos 85 deputados e senadores liberais confirmou numa primeira votação – 45 contra 40 votos – que os cargos de líder e vice-líder do partido, e consequentemente do Governo, deveriam ir a votação.

Essa primeira votação confirmou a polarização dentro do partido, com um grupo significativo a pretender manter a liderança de Turnbull, que sobreviveu a um primeiro desafio à sua liderança na terça-feira, quando dez ministros puseram o seu lugar à disposição (um deles Dutton).

O primeiro-ministro tinha anunciado na quinta-feira que se este primeiro voto fosse aprovado ele próprio não se candidataria, colocando o seu lugar à disposição.

Fontes partidárias avançaram que Turnbull pode mesmo demitir-se como deputado, deixando o partido liberal numa situação complicada no Parlamento, onde tem uma maioria de um só lugar.

ZAP // Lusa

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