Santana vs Rio, as trapalhadas, o passado, Dupond e Dupont

Mário Cruz / Lusa

Os candidatos à liderança do PSD, Rui Rio (E) e Pedro Santana Lopes (D)

O debate entre os candidatos à liderança do PSD aqueceu esta qunta-frira com Rio a criticar o mandato de Santana como primeiro-ministro e o seu adversário a acusá-lo de ser “siamês” de António Costa e de atacar o partido.

O primeiro frente a frente entre Pedro Santana Lopes e Rui Rio com vista às eleições diretas de 13 de janeiro, na RTP, até começou com concordâncias entre os dois candidatos quanto às recentes alterações ao financiamento partidário, vetadas pelo Presidente da República, e que ambos disseram não ser uma prioridade.

Quando questionados sobre o que os separava, foi Rui Rio o primeiro a responder, dizendo que não se esperam “clivagens brutais” entre duas pessoas do mesmo partido.

No entanto, Santana Lopes interrompeu-o e desafiou-o a concretizar a que se referia quando, recentemente, falou nas “trapalhadas” que teriam existido quando foi primeiro-ministro, entre 2004 e 2005.

A partir daí e durante quase meia hora de debate, os candidatos foram-se interrompendo mutuamente e confrontando-se sobretudo com posições passadas.

“O que estamos a escolher é o líder do PSD cujo objetivo é ser primeiro-ministro. Santana Lopes teve um exercício como primeiro-ministro que correu manifestamente mal, se o candidato a primeiro-ministro for Santana Lopes todas essas fragilidades voltam ao de cima”, afirmou Rio.

Na resposta, Santana desafiou Rio por várias vezes a concretizar que “trapalhadas” seriam essas e confrontou-o com uma carta conjunta que assinou com António Costa, quando eram presidentes das Câmaras de Porto e de Lisboa, respetivamente.

São quase siameses, o Dupond e Dupont és tu e o doutor António Costa”, acusou Santana Lopes, dizendo que Rio tem criticado, durante a campanha, mais os seus adversários internos do que o Governo.

// Lusa

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7 COMENTÁRIOS

  1. Para mim, assistimos ontem à afirmação nacional de uma nova tendência de penteado. Qualquer que seja o vencedor sabemos que veio para ficar o penteado para trás, cabelo branco, meia calvície e caracóis a sobreporem-se no pescoço.

  2. O senhor Santana Lopes pode ter feito um bom trabalho na Figueira da Foz, mas na capital acabou com a Docapesca (centenas se não milhares de empregos), acabou com o Parque Mayer (apesar das promessas dele) e com a Feira Popular ( devemos ser das poucas capitais de um país da Comunidade Europeia que não tem um parque de diversões). Que confiança inspira??

  3. Essa das trapalhadas penso ter todo o sentido de terem sido referidas pois o senhor Santana Lopes quanto a mim foi muito frágil e nada consistente como 1º ministro, não seria para mim certamente o candidato preferido!

  4. Reduzir o debate às trapalhadas do Santana e à carta de Rio é um mau serviço jornalístico do ZAP, mas infelizmente já estamos habituados…
    É certo que o jornalista da RTP também não conduziu a entrevista, mas acho que houve outros assuntos que foram falados e que o ZAP ignora.

    • O PSD vive uma das fases mais difíceis e critica da sua história. Um partido que, abstraindo os inscritos, era interclassista, interessando desde agricultores, comerciantes, classe média na sua generalidade e quadros o que significava uma enorme base de apoiantes com peso social na vida portuguesa.
      Vicissitudes várias trouxeram-no até aqui – menorizado, desarticulado, descredibilizado, com os que já se serviram em fuga, com os que ficaram a não arrastarem consigo nem o servente nem o porteiro. Depois sem a expressão governativa os calaceiros e oportunistas colam-se aos DDTs do poder o que desarticula ainda mais o partido.
      Chegados aqui temos o quadro actual com dois candidatos em que um já deu provas de que não tem vida própria fora da política que foi, para quem se recorda, um primeiro-ministro deprimente, de tal forma que deixou o poder ao Sr. Engenheiro com uma maioria absoluta substancial. Não satisfeito agora, ao que parece, deixou uma decisão apalavrada para o Montepio que não lembraria ao diabo. Entrar numa terrível aventura metendo 200 milhões destinados a pobres necessitados e que pertencem à colectividade num negócio que dum modo geral nos últimos tempos só tem dado dissabores, eh de loucos. O outro candidato também não traz grandes notícias,pois fala com desagrado da Dra. Joana, com grande surpresa porque afinal a Senhora trabalha muito sem olhar a figurantes. Se calhar achava melhor que se mantivesse o status anterior. Não satisfeito aflora também a questão de mexer em reformas, com um desenho confuso.O Estado se quer ser pessoa honrada, deve cumprir, em todas as circunstâncias, os compromissos que assume com o povo. Foi por essas e por outras que o Dr. Passos Coelho, um sério homem de estado, perdeu centenas de milhares de votos.
      Para mal do País e da democracia nada de bom se augura, com o PSD a descambar.

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