Rússia prepara ataque devastador sobre Aleppo

(dr) Maysun

Aleppo, Syria: Hell on Earth by Maysun

Aleppo, Syria: Hell on Earth by Maysun

A Rússia, aliada do regime sírio, está a preparar um ataque de larga escala sobre Aleppo, capaz de devastar um território com 275 mil pessoas.

A informação é de uma análise de dados dos serviços de inteligência, citados pelo jornal The Times, que revelam que esta semana a Rússia poderá iniciar uma operação de grande escala na cidade síria de Aleppo, em apoio à Força Aérea da Síria.

“Pensamos que os russos estão prestes a fazer um ataque de grande escala contra Aleppo”, disse a fonte do serviço de inteligência.

As relações diplomáticas entre a Rússia e os Estados Unidos têm vindo a deteriorar-se devido ao conflito na Síria, e a Rússia espera conseguir tirar partido da “distração” norte-americana durante as eleições presidenciais para conseguir sair vitoriosa na cidade que é controlada pelos rebeldes desde janeiro.

Segundo a análise de dados de inteligência a que a publicação teve acesso, o porta-aviões “Almirante Kuznetsov” – que há cerca de duas semanas passou ao largo da costa portuguesa – também poderá ser usado para aumentar o poder de fogo da operação.

Segundo o Times, espera-se que o porta-aviões russo, acompanhado por sete navios, chegue ao litoral da Síria entre terça e sexta-feira. Segundo o jornal, além disso, três submarinos de combate russos também se dirigem, alegadamente, para a região.

Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO, tem declarado repetidamente que a Aliança está preocupada com a hipotética utilização do grupo naval russo para ataques contra Aleppo.

Por seu turno, o diretor do Departamento de Cooperação Europeia do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Andrei Kelin, disse à agência russa RIA Novosti que as declarações da NATO sobre uma possível participação do grupo naval russo nos combates em Aleppo são absurdas e que a Aliança não tem razões para estar preocupada devido à deslocação do grupo no mar Mediterrâneo.

“A preocupação é infundada porque já faz oito dias que os nossos aviões não se aproximam de Aleppo. Não há razões. O grupo de navios dirige-se para o mar Mediterrâneo. Os nossos navios sempre ficaram no Mediterrâneo. Não há razões de suspeitar de algo, não há razões para as declarações de Stoltenberg. Agora a viação russa não se aproxima de Aleppo, o Ministério da Defesa [russo] informou sobre isso. Para quê inventar tais suposições obscuras e, com base nelas, fazer recomendações políticas? É, com certeza, absurdo“, afirmou o diplomata russo.

A Síria está mergulhada num conflito armado desde março de 2011, com as tropas governamentais a opor-se a militantes de vários grupos armados. Desde setembro de 2015, a pedido do presidente sírio Bashar Assad, a Rússia está a realizar uma operação aérea contra as posições terroristas na Síria.

Aleppo, antiga capital económica da Síria e segunda cidade do país, está parcialmente nas mãos de grupos da oposição e, a 22 de setembro, as forças do regime lançaram uma ofensiva para tomar o leste da cidade.

No entanto, a 18 de outubro, a Rússia suspendeu os bombardeamentos em Aleppo no âmbito de uma “pausa humanitária” para permitir a retirada de feridos e doentes e a entrada de ajuda para a população civil.

ZAP / SN

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5 COMENTÁRIOS

  1. UM DESTRUIDOR DE DEMOCRACIAS E PILHADOR DE NAÇÕES

    A midiotização pelo mundo fora, leva o povo a acreditar que governos não simpáticos aos EUA, são governos ditatoriais, mesmo que tenham sido eleitos pelo voto dos seus concidadãos, como o caso de Assad na Síria e Maduro na Venezuela.

    Na época do George Bush, a mídia e os serviços de inteligências do ocidente propagaram para o mundo de que países como o Irão, Iraque e Coreia do Norte formavam o Eixo do Mal que colocava o mundo em perigo e a propaganda dizia: ‘Ou você está connosco, outra contra nós’.
    Todos os países que não são simpáticos ou que contrariem os interesses dos Estados Unidos, a forte propaganda de manipulação trata de disseminar pelo mundo de que aquele governante é um ditador.
    E assim é feito com a Síria, onde apesar de Assad ter vencido duas ou três eleições presidenciais, recebeu o carimbo de ditador pelo simples facto de contrariar os interesses dos Estados Unidos e ter sido eleito, a propaganda dissemina pelo mundo de que foi uma eleição fraudulenta e isso o ocidental não aceita como aceitou o resultado da eleição em que Bush venceu Al Gore.
    Os Estados Unidos destruíram o Iraque com a propaganda de que o país possuía armas de destruição em massa o que não era verdadeiro e isso foi atestado pelas próprias forças de ocupação.
    Como a mentira já não colava nos quatro cantos do mundo e inventaram de que estavam levando a democracia a um pais governado pelo ditador Saddam Hussein e que até então, tinha sido aliado dos americanos. Hoje os iraquianos vivem em situação muito pior, com conflitos de toda natureza onde os grupos diversos recebem armas do ocidente para guerrearem entre si enquanto as Halliburton da vida segue tranquila roubando o seu petróleo. Halliburton foi administrada pelo ex-vice-presidente americano Dick Cheney: Tutti cosa nostra…
    A mesma coisa aconteceu com a Líbia que depois de Israel era o segundo IDH do Médio Oriente segundo a ONU. Mesmo assim, precisaram formar uma coligação internacional de 46 países para derrubar e assassinar Khadaffi.
    E usando o pretexto de que estavam derrubando um ditador, destruíram o país, onde grupos rivais armados pelo ocidente se matam e as Halliburton…..
    Depois do Afeganistão, Iraque e Líbia chegou a vez da Síria onde os norte americanos acreditavam que seria muito mais fácil e aí houve o engano, pois Assad resistiu e de imediato trataram de disseminar pelo mundo de que ali era mais um ditador e como midiotizado é uma praga que existe em todo o planeta, Assad passou a ser demonizado pelo simples facto de ter enfrentado as forças criadas pelos Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Arábia Saudita, Qatar, Turquia (que parece estar a mudar de lado depois do tal golpe em que acusam os norte americanos) e a cumplicidade de Israel que oferece ajuda médica e vez por outra derruba aviões da força aérea da Síria que ousa bombardear as forças do Estado Islâmico nas imediações das Colinas de Golan.
    Com a chegada dos russos as coisas mudaram de um Assad quase derrotado para um presidente mais forte no poder.
    Os russos lá estão com a anuência do presidente sírio enquanto as forças ocidentais que não tiveram autorização são meras invasoras. E isso fere a carta da ONU e a soberania Síria, mas a ONU não vale nada para as potências do ocidente, onde na sua maioria participam da força agressora que é a OTAN = Organização Terrorista do Atlântico Norte e que no final dos anos 80 bombardeou Belgrado capital da Jugoslávia em pleno coração da Europa, mas como diz um amigo Croata, “naquela época não existia o Putin”.
    Na questão de Aleppo, vários grupos terroristas estão no domínio da cidade perpetrando toda desgraça sobre a população, usando armas químicas, mas o culpado é Assad que ousou enfrentá-los.
    Na Venezuela, apesar de Chávez e Maduro terem sido eleitos pelo voto da maioria da população, a mídia e o actual governo golpista do Brasil, Argentina e Paraguai trata os governantes venezuelanos como ditadores o que parece até piada.
    O de lá eleito pelo voto directo é ditador.
    O golpista do Brasil, o que é?
    Na Venezuela depois do fracassado golpe com armas em que Chávez foi preso e voltou nos braços do povo, à direita e seus apoiantes internacionais mudaram de táctica e usaram a mesma que destronou o governo ucraniano, defenestrado com denúncias de corrupção e hoje uma quadrilha de corruptos estão no poder com a ajuda do “campeão da democracia”.
    Usaram desse expediente aqui e estão usando o mesmo na Venezuela onde de repente desapareceram dos supermercados os géneros alimentícios sabotados pela burguesia empresarial.
    O governo criou uma espécie de Cesta do Povo o que se mostrou ineficaz contra o desabastecimento e assim os grandes grupos económicos com ajuda externa que despejam bilhões de dólares para acumpliciar a mídia e uma parte dos parlamentares. Com o judiciário a coisa é bem diferente do que é o daqui.
    Maduro que não tem um perfil Dilma Rousseff e nem na sua equipa republicanos covardes, reage às provocações e recebe o carimbo de ditador pela sua ousadia em resistir.
    O pior de tudo isso, é que a midiotização geral leva a “carneirada” a acreditar que realmente ele é um ditador, enquanto o nosso aqui é um democrata e que aquele pais destruidor de países, é nada mais, nada menos que o verdadeiro campeão da democracia no mundo e a “boiada” acredita.
    Ó, raça!

    Em tempo

    Lula precisa fazer o mesmo que Maduro faz na Venezuela, Rafael Correa no Equador, Evo Morales na Bolívia e o que diz o escritor Moniz Bandeira, que é o envolvimento dos Estados Unidos em toda essa trama em que participa a mídia, o congresso e o judiciário e denunciar isso para o mundo, pois existe um interessado maior no enfraquecimento do país e esse interessado, o mundo sabe quem é.

    Isso é o que tem de ser feito.

    Por Valter Xéu, director e editor dos portais Pátria Latina e Irão News, analista politico do Palestina Liberation, Pravda e diversas publicações no Brasil e exterior.
    Fonte: Prava.ru

  2. Quem é que armou e treinou os grupos rebeldes da Síria? Quem é que tem interesse em derrubar o presidente sírio?
    Os EUA e a França, tal como fizeram na Líbia, querem querem, sem se envolverem oficialmente no conflito, derrubar e assassinar Assad, tal como assassinaram Kadafi.
    A Síria é o último obstáculo para os EUA obterem o domínio total no Médio Oriente.

  3. O melhor a fazer por parte do Ocidente é abster-se de participar em tal guerra, se Assad é um ditador tem vários colegas espalhados pelo mundo fora e o problema diz respeito aos seus concidadãos, já são centenas de milhares de mortes e destruição completa de muitas cidades e aldeias, tem sido um genocídio completo, se os russos estão empenhados em continuar nesse massacre os países ocidentais o melhor que terão a fazer é mesmo abster-se como já disse para evitar de agravar a situação.

  4. Se a Síria cair nas mãos dos “rebeldes” teremos outra Líbia no médio oriente. Assad até que pode ser um ditador mas os tais rebeldes são uma amálgama de fanáticos que, se porventura, forem vitoriosos levarão o caos e a destruição total à Síria.
    Ninguém irá beneficiar com isso! Nem mesmo Israel, pois já diz o ditado que “mais vale o diabo que conhecemos do que aquele de quem nada sabemos”.
    A queda do regime Sírio será um perigo para a paz no mundo. O médio oriente é um barril de pólvora que pode desfazer o mundo.

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