Rússia propõe classificar como “extremistas” grupos de defesa LGBTI e feministas

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Os grupos LGBTI e feministas russos devem passar a ser classificados como “extremistas”, disse na quarta-feira o presidente da comissão para a proteção de crianças da agência Roskomnadzor, Andrei Tsyganov.

“A ideologia LGBTI, o feminismo radical e os movimentos livres de crianças devem ser reconhecidos como extremismo – uma ideologia extremista”, afirmou à agência TASS, citada pelo Moscow Times. Segundo o responsável, a medida ajudaria a proteger crianças e adolescentes russos da influência de conteúdo destrutivo nas redes sociais e na Internet.

O anúncio foi feito no mesmo dia que o Ministério da Justiça russo aplicou o rótulo de “agente estrangeiro” ao Centro Ivanovo de Estudos de Género, uma organização sem fins lucrativos de pesquisa e educação.

O governo do Presidente Vladimir Putin lançou uma repressão aos movimentos liberais e progressistas na última década, no que as autoridades afirmam ser um esforço para reverter o declínio da população e preservar os valores tradicionais.

Em 2013, o país proibiu a propaganda homossexual. No início deste ano, o Rússia Unida, partido no governo, criou propostas para proibir o que identifica como propaganda de poliamor e bissexualidade. As organizações que apoiam vítimas de violência doméstica também foram rotuladas de “agentes estrangeiros”.

O país já havia aplicado a designação “extremista” aos Testemunhas de Jeová e às organizações ligadas ao opositor Alexei Navalny.

  Taísa Pagno //

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