Rio não entende magistrados indignados com a corrupção e promete mais meios para a justiça

ppdpsd / Flickr

Rui Rio, presidente do PSD

Rui Rio, presidente do PSD

Para o líder do PSD, a política deve cingir-se a dar ao sistema judicial todos os meios humanos e técnicos para que os processos decorram o seu normal curso.

Durante o primeiro dia oficial de campanha eleitoral para as eleições legislativas, Rui Rio esteve em Braga para a primeira sessão das “Conversas Centrais“, que pretende promover nas diversas localidades por onde vai passar ao longo dos próximos 15 dias. Com a corrupção como tema central, o líder do PSD posicionou o sistema de justiça “na linha da frente” no combate à corrupção, destacando que esta não é uma área que deva ser tratada pela política, que se deve limitar a dar “os instrumentos e as leis necessárias“.

“A política tem efetivamente alguma responsabilidade no combate à corrupção, mas quem está na linha da frente do combate e de acabar com a corrupção é o sistema de justiça, não é a política. A política tem de dar ao sistema de justiça os instrumentos e as leis necessárias para poderem atuar, e a esse nível no que concerne particularmente aos recursos, sejam humanos sejam técnicos“, apontou.

Como tal, Rui Rio tem dificuldade em “compreender” entrevistas dadas por “alguns membros do sistema de justiça muito indignados com a corrupção, quando lhes compete a eles, em primeira linha, condenar os corruptos, julgar os corruptos e meter os corruptos na cadeira”, prosseguiu. Para o PSD, o papel da política tendo em vista a resolução do problema terá de passar por “dar os meios adequados à Polícia Judiciária e à Procuradoria-Geral da República e esses meios devem ser dados efetivamente, sejam humanos sejam outros meios”.

À semelhança do que já tinha dito em entrevistas anteriores, o líder do PSD reforçou que, na sua opinião, não são as leis que estão mal, lembrando a aprovação de um “pequeno pacote relativamente à corrupção por unanimidade na Assembleia da República”.

“Nós precisamos de um sistema judicial que saiba funcionar direito para realmente combater a corrupção como se impõe que deva ser combatida. Não podemos dizer que tem de haver separação de poderes, mas depois a política é que tem que resolver aquilo que cabe à justiça resolver, justamente no quadro da separação de poderes”, descrebeu, acrescentando que “não é a política que se vai meter nas sentenças e dizer quem é que deve ser investigado e como deve ser e quando deve ser”.

Para Rui Rio, as responsabilidades de cada um devem ser assumidas, evitando situações em que os principais atores da justiça dizem “que a culpa está sempre do lado do sistema político”.

  ZAP //

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