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Ribeiro e Castro acusa Portas de travar entrada de Manuel Monteiro no CDS

José Ribeiro e Castro acusou Paulo Portas de ser responsável pelo adiamento da decisão de readmitir Manuel Monteiro no CDS. O antigo líder centrista diz que a situação é “inadmissível”.

O antigo líder do CDS acusa Paulo Portas de ordenar o entrave do processo de refiliação de Manuel Monteiro no partido. “Porque não cumprem as normas?”, questionou José Ribeiro e Castro, citado pelo Diário de Notícias. De acordo com as normas que o ex-líder do partido menciona, a direção deve efetivar a refiliação de Manuel Monteiro e atribuir-lhe um número e cartão de militante.

Em sentido contrário, o CDS tinha comunicado que esta decisão ficaria encarregue para a próxima liderança, após a saída de Assunção Cristas. “É muito lamentável que não se cumpram as normas do partido, que até datam da altura da liderança de Paulo Portas”, destaca Ribeiro e Castro.

A seu ver, não é “legítimo, nem sério que se inventem novas razões ou normas especiais” para evitar o regresso de alguém ao partido. O antigo líder centrista diz mesmo que esta medida é lesiva para o direito democrático.

Ribeiro e Castro entende que a “embirração é crónica” com Manuel Monteiro, apesar de este ter liderado o partido entre 2003 e 2008. O político optou por se afastar do partido após um mau resultado nas eleições autárquicas de 2007. Manuel Monteiro viria mais tarde a apoiar a candidatura de Maria José Nogueira Pinto à liderança do CDS, com quem Paulo Portas concorria e viria a derrotar.

A refiliação de Manuel Monteiro já tinha sido anunciada e aprovada em setembro, mas a direção de Assunção Cristas adiou a discussão do tema para 2020. “Essa é uma decisão que ficará na pasta de transição”, disse, na altura, o secretário-geral do partido, Pedro Mota Soares.

Em reação à decisão da liderança do partido, Manuel Monteiro confessou ter ficado surpreendido. “Eu não estou magoado, estou surpreendido. Penso que neste momento aquilo que o CDS deveria pretender era reunir todos os que estão, os que estiveram e os que nunca estiveram mas podem estar”, escreveu numa carta enviada ao secretário-geral.

Abel Matos Santos, porta-voz da Tendência Esperança em Movimento e candidato à liderança do CDS, foi um dos que se chegou a insurgir contra a decisão de adiar a admissão de Manuel Monteiro.

“Esta atitude, ilegal e contrária aos mais elementares princípios morais e éticos, por parte do secretário-geral e, pelos vistos, apoiada pela ainda presidente do CDS, é altamente censurável e revela bem o nível rasteiro a que levaram o CDS“, escreveu numa nota divulgada no Facebook.

  ZAP //

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