Grande Colégio Universal

Grande Colégio Universal, no Porto
O destaque vai para o Porto no ranking das melhores escolas em 2024. Há cada vez menos instituições públicas no top 50, e a Efanor já não lidera.
É a primeira vez ao fim de 3 anos que o Colégio Efanor, fundado por Belmiro de Azevedo, é destronado do primeiro lugar do ranking das escolas secundárias. Substitui-o o Grande Colégio Universal, no Porto, com uma média interna de 17,05 valores e média de exames 16,84.
O ranking completo de todas as escolas do país é fornecido pelo Observador (com base em dados do Ministério da Educação, Ciência e Inovação e em parceria com a Nova SBE), e destaca-se pelos melhores resultados no Norte do país — o Porto é o distrito com mais escolas no top 50.
No top, há também menos escolas públicas: apenas 4, com a primeira a surgir em 37.º lugar (16 posições abaixo da primeira do ano passado). E há apenas uma pública a “sobreviver” ao top relativo a 2023 (a Engenheiro Dionísio Augusto Cunha, em Viseu).
A melhor escola pública do país é a Escola Básica e Secundária Dr. Ferreira da Silva, em Cucujães, Oliveira de Azeméis, com 16,48 valores de média interna e uma média de resultados nos exames de 14,37 valores. Destaca-se o exame nacional de Matemática, onde os alunos desta escola obtém em média 18,16 valores, mais do que qualquer média de exames do top 3.
As três melhores escolas são 3 privadas do Porto: o já mencionado Grande Colégio Universal, o Colégio Nossa Senhora do Rosário (média interna 17,48 e média de exames 16,46) e o Colégio Efanor, em Matosinhos, com 16,81 valores de média interna e 16,36 de média de exames.
É preciso descer ao 4º lugar para encontrar uma escola que não fica no Porto: o lugar vai para o Colégio Internacional de Vilamoura, em Loulé, que subiu do 8º para o 4º lugar.
Em Lisboa, a posição mais alta é o 5º lugar, com a Academia de Música de Santa Cecília a liderar o distrito (que tem 10 escolas no top 50). Destaque também para a média do exame de Matemática: 18,98.
Já na outra ponta do ranking, na pior posição em 2024, está a Escola Secundária da Baixa da Banheira, no Vale da Amoreira, Moita. Com uma média interna de 13,14, o resultado dos exames está muito abaixo, com uma média de 6,79 (com médias negativas para Física e Química e Matemática).
Segundo os dados avançados pela escola, 0% dos alunos desta escola são carenciados, mas de acordo com uma reportagem do Público há 140 com necessidades educativas especiais. Segundo avança o jornal, muitos alunos nesta escola passam dificuldades em casa e têm “sonhos destruídos” pelo contexto social em que vivem.