A pandemia fez-nos ranger os dentes (mas há formas de evitar o bruxismo)

Desde o início da pandemia, os dentistas têm notado um aumento do ranger de dentes, e oferecem conselhos para prevenir o desconforto.

O ranger de dentes, comportamento conhecido como bruxismo, provoca, entre outros sintomas, dor nas gengivas e nos dentes, bem como nas articulações e músculos dos maxilares. O desconforto pode afetar significativamente o dia-a-dia das pessoas.

Os dentes superiores e inferiores habitualmente apenas se tocam quando mordemos ou mastigamos alimentos. Isto acontece somente algumas vezes ao longo do dia.

Quando não estamos a ingerir alimentos, é suposto os dentes não se encontrarem, quer a boca esteja aberta ou fechada.

No caso de os dentes rangerem, ou seja, a parte superior estar em contacto com a inferior mais tempo do que o normal, os dentes podem desgastar-se, e os músculos do maxilar ficam cansados e doridos.

As articulações do maxilar contém um disco, que ajuda a controlar a movimentação do próprio maxilar. Este disco pode ficar deslocado, causar dor e reduzir as funções da boca.

Segundo o The Conversation, o stresse é o fator que mais contribui para as pessoas rangerem os dentes, mesmo que não se apercebam.

Alexander Holden e Dale Howes, professores na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Sydney, explicam que, nas consultas com pacientes que rangem os dentes, a causa identificada é maioritariamente o stresse.

“Muitas vezes os meus pacientes dizem que não estão nada stressados, mas quando nos sentamos a falar acerca do que se passa nas suas vidas, as origens do stress rapidamente se tornam visíveis”, realça Holden.

Esta ansiedade pode ser causada pelo começo de um novo trabalho, desafios em casa, problemas familiares, ou qualquer tipo de mudança mais notória na vida de cada um.

O primeiro passo a dar, para o tratamento do bruxismo, é ter consciência do que está a acontecer. Tentar contrariar o ranger dos dentes ao longo do dia, e compreender com que frequência acontece.

O bruxismo consiste não apenas no ranger de dentes, mas também pode ser o apertar dos dentes quando estamos concentrados ou irritados, ou simplesmente hábitos como morder a língua ou manter a mandíbula fixa e rígida na mesma posição, explica o site da CUF.

Os check-ups regulares no dentista ajudam a prevenir e detetar o estado dos maxilares e dos músculos que ajudam a mastigar.

Podem revelar sinais de ranger de dentes, que incluem dentes rachados, coroas desgastadas, músculos doridos no maxilar e à volta da cabeça ou do pescoço.

Para evitar ou atenuar este problema, é importante gerir o stresse, e a fisioterapia pode também ser uma solução para os maxilares doridos.

Outra opção pode ser uma proteção que se utiliza de noite, de modo a prevenir o ranger dos dentes enquanto dorme.

De salientar ainda que quem range os dentes não deve mastigar chicletes, porque apenas provocam mais dor e desconforto.

Para a maioria das pessoas, ranger os dentes é apenas temporário e desaparece depois da origem do stresse ser gerida. Para outros, pode não ser tão simples. O importante é procurar ajuda no dentista, para evitar o desconforto.

  ZAP //

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