Putin pede cancelamento da sua autorização para enviar tropas para a Ucrânia

Kai Mörk / Wikimedia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin

O Presidente russo, Vladimir Putin, pediu esta segunda-feira ao Parlamento russo para anular uma resolução que autorizava Moscovo a intervir militarmente na Ucrânia, decisão que já foi saudada pelas autoridades de Kiev.

O chefe de Estado russo “propôs ao Conselho da Federação, câmara alta do Parlamento russo, a anulação da decisão de 1 de março sobre a intervenção do exército russo em território ucraniano”, declarou o porta-voz da Presidência russa (Kremlin) Dmitri Peskov, citado pelas agências noticiosas russas.

A decisão foi tomada “com o objetivo de normalizar o ambiente e resolver a situação nas regiões orientais da Ucrânia”, indicou o mesmo porta-voz.

Momentos depois, o Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, saudou a decisão de Vladimir Putin, afirmando que o pedido do Kremlin é um “primeiro passo concreto” para a resolução da situação na região leste do país.

“O Presidente Petro Poroshenko considera que o pedido de Vladimir Putin para anular a decisão que permitia a intervenção de forças russas na Ucrânia é um primeiro passo concreto após o apoio oficial do Presidente russo ao plano de paz ucraniano” para acabar com a insurreição separatista, referiu a Presidência ucraniana, num comunicado.

O Kremlin também informou que Putin fez este pedido numa missiva enviada ao Conselho da Federação, antes de partir para uma visita oficial à Áustria.

Um representante da câmara alta do Parlamento russo, Andrei Limov, disse, em declarações à agência russa Interfax, que os senadores irão anular na quarta-feira a resolução que autorizava a intervenção do exército russo.

A resolução, justificada pelas autoridades de Moscovo pela necessidade de defender os cidadãos russos residentes na Ucrânia, acabaria por contribuir, em março último, para a escalada do clima de tensão naquela região.

Na altura, a Rússia concentrou várias dezenas de milhares de soldados para exercícios perto da fronteira com a Ucrânia.

/Lusa

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