Homem de Gouveia / Lusa

O presidente do PSD-Madeira, Miguel Albuquerque
O PSD venceu hoje as eleições legislativas regionais antecipadas da Madeira, falhando por um deputado a maioria absoluta, de acordo com os dados oficiais provisórios, com todas as freguesias apuradas. Albuquerque obteve a maior votação desde que foi eleito líder do PSD/Madeira.
Segundo informação disponibilizada pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, os sociais-democratas obtiveram 43,43% dos votos, correspondentes a 23 deputados na Assembleia Legislativa Regional, constituída por um total de 47 deputados.
O líder do PSD/Madeira, Miguel Albuquerque, afirmou que “não há qualquer equívoco” em relação àquilo que os madeirenses querem, destacando que o partido alcançou a maior votação desde 2015 nas legislativas regionais deste domingo.
“Foi a maior votação de sempre desde que assumi a liderança”, referiu, acrescentando que o PSD ficou apenas a 300 votos da maioria absoluta na Assembleia Legislativa da Madeira.
Numa declaração na sede do PSD/Madeira, no Funchal, Miguel Albuquerque disse ainda que “hoje é dia de festejar” e não falou com mais nenhum partido esta noite.
O presidente do PSD, Luís Montenegro, destacou a “extraordinária vitória” social-democrata nas eleições regionais da Madeira, afirmando que o povo, “mais uma vez, provou sabe resolver nas urnas” os problemas causados na política.
“Efetivamente, o povo madeirense provou, uma vez mais, a sua paciência para resolver nas urnas aquilo que os políticos não foram capazes de resolver na Assembleia Legislativa”, afirmou Luís Montenegro, na reação aos resultados das eleições legislativas antecipadas que deram mais uma vitória ao PSD regional.
O líder do PSD afirmou que “esta vitória corresponde, também, a uma derrota em toda a linha de uma oposição concertada e destrutiva do PS e do Chega”.
CDS-PP elege um deputado
O CDS-PP, que já governou com o PSD e que nesta legislatura tinha um acordo de incidência parlamentar com os sociais-democratas, tem um deputado, com 3,00% dos votos — o que abre espaço a um acordo com Miguel Albuquerque para a formação de um Governo Regional com apoio de uma maioria parlamentar.
A maioria absoluta requer 24 assentos. Em 2019 e 2023 os sociais-democratas precisaram fazer acordos parlamentares (primeiro com o CDS-PP e depois com o PAN) para atingir este número.
Após as eleições de 2024, também antecipadas, o PSD (19 deputados) formou um executivo minoritário, já que o acordo firmado com o CDS (dois eleitos) foi insuficiente para a maioria absoluta. O PS e o JPP, que totalizaram 20 deputados, chegaram então a propor uma solução de governo.
Pedro Nuno assume derrota e rejeita ilações
O secretário-geral socialista, Pedro Nuno Santos, assumiu hoje a derrota do PS/Madeira nas eleições regionais e recusou retirar qualquer ilação para as legislativas antecipadas por considerar que não se pode fazer uma relação com a política nacional.
“É uma derrota do PS da Madeira. Não há como ignorar. Lamento apenas que tenha ganhado o PSD/Madeira e Miguel Albuquerque em particular”, respondeu Pedro Nuno Santos aos jornalistas numa reação na sede do PS, em Lisboa, ainda antes de estarem apurados os resultados finais na Madeira.
O líder do PS recusou fazer uma leitura nacional do resultado considerando que a “relação com a política nacional não pode ser feita”.
“Basta nós fazermos uma leitura destes 50 anos de eleições na Madeira e de eleições no país para percebermos que essa relação não pode ser feita”, afirmou, referindo que o PS “nunca ganhou uma eleição na Madeira e é o partido que mais eleições ganhou no país”.
Pedro Nuno Santos, que não esteve na Madeira durante a campanha, escusou-se ainda a fazer qualquer apreciação sobre as decisões tomadas pelo PS na Madeira, apontando “um grande respeito pela autonomia regional”.
“Não posso comentar a vida interna do PS/Madeira. Não é porque queira fugir à questão é porque levamos mesmo a autonomia a sério”, respondeu quando questionado se entendia que Paulo Cafôfo tinha condições para continuar à frente da estrutura regional depois desta pesada derrota.
Segundo o líder do PS, “a escolha dos dirigentes do PS/Madeira é dos seus militantes” e não do secretário-geral socialista.
“Nós faremos o nosso trabalho nestas eleições legislativas que não são da responsabilidade do PS. É o Governo, é Luís Montenegro que são os responsáveis exclusivos por estarmos novamente em eleições legislativas”, reiterou.
JPP fica em segundo
O Juntos Pelo Povo (JPP) tornou-se hoje o principal partido da oposição na Madeira ao conseguir 30.094 dos votos, o que lhe garantiu o segundo lugar nas eleições legislativas antecipadas, deixando para trás o PS.
Nas eleições passadas, em maio de 2024, o JPP foi a terceira força política mais votada e elegeu nove deputados. Em 2023 elegeu cinco.
Hoje conseguiu 30.094 votos e 11 deputados, segundo os resultados provisórios divulgados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
O JPP teve origem num movimento de cidadãos do concelho de Santa Cruz, na Madeira, que disputou as eleições autárquicas de 2013 nesse concelho e conquistou a maioria absoluta.
Depois dessa vitória eleitoral, o movimento decidiu converter-se em partido político para se candidatar às legislativas de 2015, nas quais conseguiu cinco deputados.
Este ano, o JPP voltou a ganhar no concelho de Santa Cruz, feito que alcançou pela primeira vez em maio de 2024, mas desta feita não conquistou todas as freguesias como no ano passado, falhando Caniço e Camacha, que votaram PSD.
Chega perde um deputado, PAN perde a que tinha
O líder do Chega/Madeira, Miguel Castro, avisou que o PSD, vencedor das eleições legislativas regionais antecipadas sem maioria absoluta, não terá o apoio do partido e prometeu fazer oposição ao executivo de Miguel Albuquerque.
“A moção de censura que apresentámos ao Governo Regional, por causa de Miguel Albuquerque, se fosse hoje, apresentávamo-la na mesma”, disse, vincando que o Chega não cede nos seus princípios.
O Chega, que em 2024 elegeu quatro deputados ao parlamento regional, mas viu uma eleita desvincular-se do partido, baixou hoje a votação, obtendo 3 mandatos.
Miguel Castro, que foi o cabeça de lista, considerou, no entanto, que o partido não foi penalizado por ter apresentado a moção de censura ao Governo Regional minoritário do PSD, aprovada em 17 de dezembro do ano passado, situação que motivou a queda do executivo e a convocação de eleições antecipadas.
“O Chega não se pauta pelos assentos da Assembleia, o Chega pauta-se pelos princípios que defende e nós defendemos sempre que o Governo Regional da Madeira, os madeirenses, não podem ser representados por uma pessoa que está na condição judicial em que Miguel Albuquerque está”.
“Nada pessoal contra o cidadão Miguel Albuquerque, tudo contra o político Miguel Albuquerque”, declarou.
Miguel Castro, que falava na sede do partido, no centro do Funchal, onde o ambiente era pouco festivo, saudou os “dois partidos vencedores da noite”, PSD e JPP.
“Se os madeirenses assim entenderam, que preferem que seja o PSD a governar, que seja, mas que arranje os entendimentos com quem quiser e, obviamente, não será com o Chega”, avisou, para logo reforçar: “O Chega será oposição a este Governo de Miguel Albuquerque”.
Apesar do “resultado menos positivo”, Miguel Castro assegurou que o partido “continua firme” e mantém um “grupo parlamentar forte”.
“É para isso e é por isso e é pelos madeirenses, por aqueles que deram a confiança ao Chega, que vamos aqui estar”, realçou.
Também o PAN – Pessoas-Animais-Natureza perdeu hoje a sua única representação na Assembleia Legislativa da Madeira ao não ter conseguido eleger deputados nas eleições legislativas antecipadas, segundo os dados oficiais provisórios.
O partido conseguiu 2.322 votos, correspondendo a 1,62% dos votos, e foi a 8.ª força mais votada. Nas eleições regionais realizadas em 26 de maio de 2024, o PAN tinha obtido 2.531 votos (1,90%).
A deputada Mónica Freitas falhou assim a reeleição para o parlamento madeirense.
Abstenção baixou para 44,02%
A taxa de abstenção nas regionais da Madeira de hoje foi inferior à de 46,60% registada nas eleições anteriores, segundo os resultados provisórios divulgados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
Depois de apuradas todas as freguesias, a abstenção situou-se nos 44,02%, tendo votado 142.960 dos 255.380 eleitores inscritos, segundo a SG-MAI.
Nas eleições do ano passado, a abstenção acabou por ficar nos 46,60% e, em 2019, nos 44,5%.
Em 2015, com uma taxa de abstenção de 50,42%, bateu-se o recorde desde 1976, quando se realizaram as primeiras eleições para a Assembleia Legislativa da Madeira.
ZAP // Lusa
“O Povo é quem mais Ordena”, um slogan da comunada do PREC, o caos.
Assim é, foi feito um “Julgamento Popular” o qual legitmou, ilibou, 4 PSD´s com estatuto de arguidos.
PT é mesmo uma trampa, a Justiça não vale nada, é forte com os fracos, e impotente ou condescendente com os politicos e criminosos de colarinho branco.
E assim lá vamos andando ao sabor de tipos, sem escrupulos que não olham a meios para atingirem objectivos, manipulam a torto e a direito a opinão publica.
Segundo um estudo recentemente publicado diz que os portugueses só são capazes de analisar e resolver coisas básicas, só estamos à frente do chile.
Ora esta bagunça agora consumada demonstra isso mesmo.
Cuidado com esses PSD, os srs. não jogam com o baralho todo, vale tudo.
Demonstra o quê? Que os madeirenses são todos estupidos…
Kompensan…. Alivia nos dias de azia e pouco discernimento!
Existe para aqui qualquer coisa que faz sentido. Então o homem é culpado ou é inocente. Se é culpado então porquê de toda esta demora no processo. E se é inocente então porque é que foi acusado. Das duas uma ou temos inspetores muito incompetentes que obtiveram provas de acusação falsas, ou então temos magistrados corruptos a abafar estes casos. Qualquer destas hipóteses é muito grave. Acho que alguém com uma suspeita de corrupção ser eleito com maioria, sem que primeiro se tire a limpo o que se está a passar é muito grave. As pessoas que não veem isto tem de ser muito limitadas. Por isso não me parece ser uma problema de azia.
Qual corrupçãp? Trata-se de uma denúncia anónima. Isto vai dar em zero.
Lá anda aqui o “Mentalizador Socialista” a tentar negar as evidencias.
Se me querem enganar com a suspeição que o MP e os Magistrados agora constituem Arguidos assim só porque que sim, estão a perder tempo.
É grave agora virem para a praça publica difamar o MP e Magistrados, mas é tipico dos PSD´s servem de todo e qualquer expediente para se ilibarem.
essa corja dos PSD´s poem as pessoas loucas com as peripericias de contornar os obstaculos, e ainda por cima aparecem na Praça Publica como uns “Campeões”. arre , que bicharada.
Louco estás tu já há muito tempo. Talvez já não tenhas cura. O povo madeirense deve ter-te dado a resposta, mas tu nem isso compreendes. Estás de rastos.
O povo continuou a votar em quem? O problema não é o PSD, é mesmo o povo. Só têm o que merecem
O Povo só vota bem quando vota nos partidos à esquerda do PSD.
De facto, os madeirenses até parece que não sabem o que fizeram com o seu voto.
Penalizaram, e bem, o PS, o PAN, o PCP e o Bloco.
Penalizaram ainda o Chega e o CDS, reduzindo-lhes a sua votação.
Até reduziram a abstenção. O Povo Madeirense lá sabe. Admiram-se!?
Diria o seguinte de forma resumida como Madeirense: “dar continuidade e um governo que está indiciado por processos de corrupção “albuquerque refugiou-se simplesmente pelo voto popular”. Agora tem um pormenor que não podemos escamotear, sendo o voto um direito um dever cívico e pessoal, quem validou a continuidade desta premiscuidade foi quem votou. Como tal seja o governo de miguel albuquerque e o “seu eleitorado” são os únicos culpados da permanência ao estado em que a Madeira que se encontra desde longa data.
Este gajo não é nada madeirense. Isto é um artolas acéfalo completamente perdido. Esta de chamar burro ao conjunto do povo eu nunca tinha ouvido. Este gajo é um palerma completo que não tem ponta por onde se lhe pegue! É um labrego, um paspalhão que não percebe nada da vida, muito menos da Madeira! Deve ter o miolo feito de vento.
O estado em que a Madeira se encontra desde longa data? Sim o estado de ser a parte do território nacional com maoir índice de desenvovimento. Oh Abreu, não sejas plebeu / quem te chama burro sou eu.
Aquele gajo da dentuça grande ainda não se demitiu depois de três derrotas seguidas? Nem na escola o querem por ser especialista em assédio sexual de professoras e funcionárias. Por isso é que não se demite. Não tem para onde ir.