Isabel Moreira revoltada. Proibir cigarro eletrónico é totalitarismo

Isabel Moreira / Facebook

A deputada do PS Isabel Moreira

A deputada socialista promete lutar contra as alterações à lei do tabaco anunciadas esta quarta-feira, considerando que “é a mesma coisa que equiparar um cigarro a leite”.

A deputada do PS Isabel Moreira está contra o projeto de proposta de lei do seu Governo que pretende alargar a proibição de fumar os chamados cigarros eletrónicos em espaços públicos.

A proposta, anunciada ontem pelo Público, prevê que, a partir de janeiro de 2017, sejam proibidos estes novos produtos de tabaco sem combustão nos locais já interditos a fumadores e também junto às portas e janelas de escolas e hospitais.

“Espero que isto nunca veja a luz do dia. Isto não é um pormenor. Tem a ver com liberdade e saúde pública“, escreveu a deputada socialista na sua página de Facebook.

“Esta equiparação não consta da diretiva europeia, nem tão pouco constam da mesma estas lições de comportamento individual. Equiparar um CE a um cigarro é o mesmo que equiparar um cigarro a leite. Os CE não têm fumo. Não provocam danos a terceiros e os estudos mais avançados demonstram que são um dos métodos mais eficazes de combate ao tabagismo”, explica.

“No Reino Unido, precisamente porque a ciência demonstrou os benefícios para a saúde dos CE, inverteu-se toda a lógica proibicionista. Aqui, pelos vistos, é ao contrário. Deixaste de fumar com um CE? Pois vais para a zona de fumadores. Bestial. Depois, o pior”, diz a constitucionalista.

“A ver se nos entendemos. Eu vivo num Estado, até agora, que respeita a minha liberdade negativa, essa na qual o Estado não interfere porque o seu exercício não prejudica terceiros. Eu vivo num Estado, até agora, em que a padronização comportamental era vista como coisa de má memória do pior que tivemos no século XX”, acrescenta Isabel Moreira.

“Eu vivo num Estado, até agora, em que não se proíbem comportamentos sem respeito pelo princípio da proporcionalidade”, diz ainda a deputada socialista.

“Espero mesmo que isto não acabe assim. O totalitarismo em moldes de padronização comportamental foi sempre feito por pequenos passos”, remata.

Em declarações ao Observador, a deputada considera que estas alterações correm riscos de inconstitucionalidade, uma vez que está “em causa do direito à liberdade individual”.

Vapear não prejudica terceiros nem o próprio utilizador. Vapor é vapor, não é fumo e a única coisa que sai para o exterior é vapor. É tão incomodativo como o perfume de outra pessoa”, defende.

Além disso, a socialista também critica a ideia de proibir que se fume à porta das escolas e dos hospitais, naquilo que considera ser “um absurdo do ponto de vista da liberdade das pessoas”.

“Não consigo encontrar justificação constitucional. É só uma repressão simbólica“, afirmou ao jornal online.

ZAP

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16 COMENTÁRIOS

  1. Estaria de acordo com o “totalitarismo”, mas só se os fumadores (forçosamente voluntários) pagassem do próprio bolso os custos dos tratamentos, daí resultantes.

    • Concordo totalmente!!! E já agora, quem bebe que pague os tratamentos daí resultantes; Quem come que nem um porco, que pague os tratamentos daí resultantes; quem conduz com excesso de velocidade, que pague os tratamentos ou as indemnizações daí resultantes; quem opta por andar de mota, que pague os tratamentos em Alcoitão;… Se eu continuar, vamos chegar à conclusão que quem escreve estas anormalidades não perdeu 20 segundos a pensar na sua própria vida e opções antes de excretar uma opinião para uma caixa de comentários. Será que é assim tão difícil reflectir antes de escrever??? Será mesmo que estes comentários reflectem o pensamento dos seus autores? Será esta a sociedade fútil, egoísta, irresponsável que estamos a construir ou isto é só fruto da cobardia e das frustrações quotidianas que são descarregadas com raiva sobre o teclado? Só peço que se lembrem que as vossas opiniões estão a influenciar as gerações futuras, que vão ser responsáveis pela solidariedade que vamos precisar quando já não formos estes “MACHOS” valentes e corajosos que não precisam de nada nem de ninguém e que expressam o egoísmo e o individualismo a cada letra digitada… A democracia e a liberdade de expressão obrigam a que os cidadãos sejam responsáveis não apenas perante os outros mas, principalmente, perante si mesmos. O mais engraçado? Nem fumo…

  2. A “mana Metralha” é engraçada !!!!
    Impedir que os fumadores a vapor “vapeiem” os restantes não fumadores, é um atentado aos doreitos individuais.
    Mas obrigar os não fumadores/vapeadores a ingerir os “vapores” da Deputada, isso já não é um atentado aos direitos da maioria dos cidadãos.

    A menos que a “mana Metralha” pense que o facto de se ter o maior número de não fumadores, não os habilite a poderem segregar os “vapeadores”.
    Ou seja, mais uma vez, quem tem menos representatividade acha-se no direito de submeter os outros à sua vontade.

    Se a Srª Deputada precisa de chupar por um canudo, aconselho-a a ir chupar no tubo de escape das viaturas da Assembleia, pois a esses ninguém os proíbe de poluir a cidade.

  3. Já concordei em muitas coisas com a deputada Isabel Moreira, mas desta vez ultrapassou os limites do razoável… quanto ao cigarro electrónico, até dou de barato, muito embora o vapor, mesmo que não seja nocivo, poderá incomodar os outros, e vamos voltar aquela coisa primitiva do ‘quem está mal que se mude’? *eço desculpa mas não, eu não tenho que sair de onde estou só porque aparece alguém a fumar ‘vapear’, era o que mais faltava!

    Já quanto a fumar à porta e nas proximidades de sítios públicos, epá, era o que mais faltava! Já devia era ser proibido há muito muito tempo, já vem é tarde!

    É absolutamente nojento e infame uma pessoa estar à porta das urgências dum hospital qualquer e ali naquele bocado de espaço (público, exactamente) em que as pessoas querem respirar um bocadinho de ar, ter que levar com uma nuvem de fumo dos que querem fumrar?! Inqualificável!
    O mesmo para escolas, repartições públicas, parques infantis e outros que tais. Já tive que sair com os meus filhos de parques infantil várias vezes por existirem pais que não percebem o nojento que é estarem ali a fumar, ao pé dos filhos deles e dos outros, como se fosse a coisa mais natural do mundo! Além de ser poluição pura e simples, é obrigar os meus filhos a ver uma coisa que eu não quero que vejam, a reveberem mau exemplo dos outros.

    Espero bem que isto vá para frente, e depressa. E a Sra. deputada que vá viajar um bocado pela europa para ver como é que se faz.

  4. Boa tarde,
    Vejo tanta preocupação com pequenas coisas e com as grandes coisas que efetivamente interessam ao pais nada se faz.
    Em tom de desabafo peço aos deputados e à Assembleia que façam mais e discutam menos. Trabalhem naquilo que é importante e deixem o insignificante para as horas de lazer.

    A nível do tabaco, sendo algo livre e decidido por cada um fumar ou não fumar, legislem por exemplo no sentido de quem fuma tem que assumir as custas com eventuais custos de saúde. Por que motivo tem um cidadão que assumir custos de saúde com outro cidadão que apesar de avisado sobre os malefícios do tabaco decidiu por sua conta e risco continuar a fumar…
    Cumps
    Armindo

    • Em relação ao seu último parágrafo.
      O fumador paga um imposto ao Estado quando adquire o tabaco.
      Certo.
      Para onde vai este imposto?
      E porque é que alguns responsáveis na área da saúde só indicam os gastos feitos
      pelo Estado no tratamento do cancro provocado pelo tabaco e nunca mencionam
      o que o Estado recebe através deste imposto?
      Estão a querer moldar as nossas mentes indicando só os gastos.
      Em contabilidade toda a conta tem um DEVE e um HAVER resultando daqui um
      saldo que pode ser positivo ou negativo.

  5. Totalmente de acordo com a Isabel Moreira. Todos os fundamentalismos são um cancro da sociedade contemporânea. O que os fundamentalistas do lobi anti-tabaco pretendem é invadir o espaço dos direitos e liberdades individuais em nome da sua suposta superioridade moral. Isso é totalitarismo. Passámos séculos a libertar-nos da Inquisição. Condenamos os fundamentalistas islâmicos que querem impor códigos morais de conduta. Vamos agora sujeitar-nos a estes novos inquisidores? O que é que se segue: proibir o cheiro a sardinhas, o óleo de coco nas praias? Multar os que roem as unhas ou se coçam em público? Denunciar o colega do escritório que bate com mais força no teclado do computador? Impedir as pessoas que têm gatos em casa de frequentarem espaços públicos (por causa da toxoplasmose) ou mesmo banir os gatos da sociedade? Haja bom senso.

  6. Espero que não passe por mim de carro quando vou a andar a pé no passeio. O fumo do seu escape também me incomoda e provavelmente está a marimbar-se para isso. Dois pesos, duas medidas?!
    E quando for com alguém às urgências, às finanças e a qualquer outro local público faça o favor de desligar o motor um km antes para não obrigar a quem espera à entrada a respirar o fumo do escape do seu carro.

  7. Tristeza esta espécie de mulher. Que desgosto deve ter Adriano Moreira de ser pai desta avestruz avinagrada. Era totalitarismo se não estivesse já comprovado que os cigarros electrónicos prejudicam quem fuma e quem está por perto. E assim se justifica a obrigação para as empresas que os produzem, em colocar as imagem de desencorajamento como já existe nos maços de tabaco.

  8. Acho esta temática desinteressante, enfadonha e para encher. O mesmo digo dos comentários, ve-se mais preocupação de alguns em tecer criticas pessoais à pessoa, do que propriamente ao conteudo e argumentação que se pode ler na notícia. É triste!
    Relativamente à notícia, eu sou fumador. Respeito os limites impostos na Lei, em termos de “áreas de fumo”, e compreendo que, como sou livre e tenho o direito de fumar se assim o entender, outras pessoas, igualmente livres, têm tambem o direito de NÃO levar com o meu fumo.
    Encaro este assunto como uma valente hipócrisia. Se o Estado fez contas e, nas somas astronómicas que nós, fumadores, damos ao Estado em imposto, verificou que ganha pouco porque uma parcela substancial é para cuidados de saúde dos fumadores, então tenha a coragem, em vez de andar a brincar ás proibições, corte o mal pela raíz de vez e, feche a Tabaqueira. Pronto, já ninguém fuma.

  9. Da cabeça desta artista só sai merd#, perguntem-lhe lá se estará ou não contra ou a favor da liberalização das drogas e logo verão a resposta, gente da laia desta é que aos poucos têm corroído a sociedade sobretudo a juventude deste país depois do 25 de Abril, entretanto estamos a tirar o proveito a olhos vistos de toda esta libertinagem.

  10. Nisto concordo com Isabel Moreira. Está provado que o possível mal que os cigarros eletrónicos possam fazer é uma pequena fração dos malefícios do tabaco. Além disso, são completamente inócuos para terceiros. Penso que estas leis proibitivas têm o dedo da Tabaqueira e grandes marcas de cigarros. Já existe uma grande perseguição aos fumadores. Qualquer dia, metem-nos em campos de concentração. O argumento de que se forem eles a pagar os tratamentos das doenças provocadas pela sua dependência não colhe, simplesmente, porque grande parte das doenças (mortais, muitas delas) são provocadas por maus hábitos alimentares ou por estilos de vida pouco ou nada saudáveis. Não seria mais razoável haver comparticipação nos medicamentos antitabágicos e assim ajudar os fumadores a largar a sua dependência? Não ficaria mais barato para o Estado? Ou será que o próprio Estado está mais interessado na coleta dos impostos sobre o tabaco? Para refletir…

  11. É de facto uma hipocrisia.
    O fumador ao pagar o imposto ao Estado na compra do tabaco adquire implicitamente
    o direito de fumar.
    Quanto ao Estado proibir a venda do tabaco eles não têm tomates para isso.
    Onde é que depois eles iam buscar o dinheiro que deixariam de receber dos impostos
    para poderem ter as mordomias obscenas que recebem?

    Além disso.
    Se a venda do tabaco fosse proibida provocaria muito desemprego devido ao encerra-
    mento de muitos serviços dependentes do seu fabrico:
    Nos produtores da matéria prima;
    Na indústria transformadora;
    Na indústria de fabrico de papel;
    Na indústria gráfica;
    Nos transportes, armazenistas e distribuidores;
    Na indústria farmacêutica que deixaria de fabricar determinados medicamentos;
    No excesso de médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem por falta de doentes.

    E assim todos estes desempregados só tinham uma opção.
    Ir para o gamanço.

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