Professora gravada a insultar e ameaçar alunos de 7 anos na sala de aula

O pai de uma criança de sete anos gravou a professora da filha a chamar nomes e a ameaçar os alunos da Escola EB1 da Ortigueira, em Palmeira, Braga.

Este encarregado de educação colocou um gravador na mochila da filha, depois de ter notado nela um comportamento diferente do habitual.

A gravação revela, de acordo com o Correio da Manhã, a professora a insultar e a ameaçar as crianças de uma turma do 2º ano de escolaridade.

Burros, estúpidos, parvalhões e patetas serão alguns dos nomes utilizados pela professora referindo-se aos alunos em plena sala de aula.

O jornal refere ainda “insultos, palavrões e muitos gritos“, notando que, a dada altura, a docente diz mesmo a uma criança “já não sabe a m… da letra”.

É bom que tu leias, nem sei o que vou fazer contigo“, é outra frase citada pelo Correio da Manhã com base na gravação.

O pai que gravou as palavras da professora, que é também a directora da EB1 em causa, quer que ela seja afastada da escola e diz que vai apresentar queixa no Ministério Público.

Sobre aquilo que o motivou a colocar o gravador na mochila da filha diz que ela “estava estranha, sobretudo no início do ano”.

Não aprendia, não queria falar da escola e ficava violenta. Chegava a casa com as cuecas sujas. Mas só à semana”, conta o pai ao CM.

“É horrível o que ela faz à minha filha e aos coleguinhas. Eu sei defender-me, eles não”, desabafa ainda o encarregado de educação, que já terá denunciado o caso à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens.

ZAP

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13 COMENTÁRIOS

    • E achas que vai ser um exame da treta que vai acabar com bestas daquelas?? A avaliação dos professores já existe e é feita há muitos anos mas continua a fazer-se passar a ideia de que não há qualquer tipo de avaliação….Politiquices para se poder fazer passar muita coisa despercebida….

    • Ó Pateta, a avaliação de professores é para o secundário, Pateta! Não é para o primário, Pateta! Podes ser nabo como eu,se quiseres, mas não sejas pateta, Pateta!

  1. Em primeiro lugar, admitindo que a notícia é correta (do CM tudo se pode esperar), lamento os extremos a que a professora chegou.
    Reconheço que a atividade docente é cada vez mais difícil e admito que por vezes seja difícil manter o controlo. Mas há fronteiras que não podem ser ultrapassadas.
    Em segundo lugar, espero que o pai da criança seja inequivocamente punido, já que cometeu um crime ao gravar as palavras da professora sem sua autorização.
    A terminar, penso que os pais têm uma responsabilidade decisiva na educação dos seus filhos, cabendo-lhes apoiar os professores na sua tarefa, o que implica também dignificá-los.
    Atacar os professores, rebaixa-los frente aos alunos, quando os deviam defender, é triste,caricato.

    • Sendo certo que é infringida a lei com a gravação da aula, que processo assiste ao pai perante a desigualdade de meios de prova e de respeitabilidade entre a conversa de um filho e a douta professora… ou dito de outra maneira, perante o que defende a lei e perante o o comportamento detectado (e apenas por isso)… a gravação não só não deve valorizada como não deve ser punida. De contrário que mecanismo sobra aos pais perante um abuso destes ? pedir a outros professores a inspecção surpresa às aulas ? chamar a policia de surpresa ? ter um um adulto de permanência às aulas, pôr câmaras em todo o lado ?
      Se nem todos os fins justificam os meios. Alguns fins são existem por culpa dos meios…

    • Punir o Pai por gravar as palavras da professora sem sua autorização !??
      Se não fosse a actuação do pai, não haveria maneira de comprovar o que se passa na sala de aula.
      E se a professora soubesse que estava a ser gravada, não iria utilizar a sua linguagem ‘natural’.
      Por mim, as aulas deviam ser filmadas, para o bem dos professores e alunos.

  2. Eu é que fico perplexo com o complexo de perplexidade de uma opinião tão caricata! Uma criança de 7 anos apresenta um comportamento fora do habitual nos dias de aulas e o Pai ia pedir à Professora autorização para a gravar: R I D Í C U L O !!!
    Nesse dia não iria gritar com as crianças e não sendo gravado seria a palavra do Pai contra a palavra da Professora que, como em tantos outros casos em Portugal, iria continuar a traumatizar crianças enquanto exercesse a profissão para a qual, pelos vistos, não está habilitada! Que o comportamento infantil está uma desgraça, estou de acordo mas assim só o vai agravar ainda mais. O PERPLEXO não merece ser Pai nem Professor!

    • Pois. Tal como os autores de outros comentários, também sou do tempo da reguada. Defendo-o? Nem pensar nisso!
      Contudo, estranhamente, nesses tempos as pessoas (a grande maioria delas), saía da escola a saber escrever. Até sabiam fazer contas. Sem precisar de calculadora, imagine-se!
      E, tanto quanto me é dado saber, a maioria dos meninos não tinham frustrações, não precisavam de psicólogos, nem dos múltiplos profissionais que crescentemente enxameiam as escolas. Boa parte deles, tornou-se homem/mulher, capaz de fazer face à sua vida, com maior ou menor sucesso.
      As queixas aos pais eram maioritariamente impensáveis. Implicariam uma dose suplementar de tareia.
      Mudaram-se os tempos (felizmente) e as vontades (particularmente dos pais). Agora, os pais sabem o que se deve e o que não se deve! Aliás, o comportamento dos filhos de muitos deles (isentos de “frustrações” e de quaisquer contrariedades), provam-no sobremaneira!
      Não, não pretendo defender os professores (muito menos no contexto da notícia), nem atacar os pais (mas não tenho dúvidas que um “curso de pais” seria excelente para muitos).
      Em tudo há exceções. Mesmo assim, sem pretender ir mais longe, a máxima popular “cada macaco no seu galho” parece-me ser quase sempre válida.

  3. Bem no meu caso entre 1976 e 1978, a minha professora primária fazia muito pior. Espancava-nos todos os dias , à reguada, estalada e insulto do mesmo estilo. E depois rezamos ao meio dia. Uma vez queixei-me aos meus pais, eles foram lá e eu no dia a seguir fui espancado de forma ainda pior e ameaçado que se contasse o que aconteceu em casa no dia seguinte seria ainda pior. E isto era o comum com toda a gente que por lá passou onde andei. E eramos espacandos pelas coisas mais simples…por exemplo eu aprendi a ver as horas num relogio de ponteiros á estalada de cada vez que errava, outros colegas meus saiam com mãos inchadas e a sangrar por motivos semelhantes, como por exemplo demorar muito tempo a dizer a tabuada ou enganar-se numa conta ou a ler uma frase erradamente.
    Escola Primaria da Dona Luísa na Rua Direita em Portimão (com excelente reputaçao porque pelo visto a senhora era muito cristã e tudo (retrato de Salazar na parede (ainda em 76/77). Graças ao pavor que apanhei de cada vez que ia ao quadro essa professora acabou com a minha confiança depois no Ciclo preparatório e atribuo os meus chumbos em matematica ao medo que eu tinha de participar nas aulas pois lembrava-me sempre do que me tinham feito na primária, apesar de depois em 1981 nao ciclo, claro esta, o metodo de ensino nao ser ja Salazarista.
    Por isso de cada vez que vejo noticias destas nao sei se ria, se chore.

  4. Aconteceu me exatamente a mesma coisa que a este senhor e foi , com gravador escondido que consegui provar o que se estava a passar dentro da sala de aula, pois voltaria a fazer se fosse necessário. Muita força pois vai precisar pois aos olhos de alguns professores (iluminados) crianças de sete anos são criminosos! Não fique só pelo ministério público, não chega, vá diretamente ao ministério da educação.

  5. Sou docente. Como em todas as profissões haverá profissionais menos capazes ou numa fase pior da sua vida privada e/ou profissional.
    A questão de fundo é que o poder judicial atue cumpra o seu papel. A suspensão imediata justificar-se-ia e mesmo o afastamento da profissão deveria ser equacionado.
    A apurar-se tudo o que foi escrito, o caso é de gravidade extrema tendo em conta a faixa etária do alunos.

  6. Palavrões de uma professora e logo no Norte do País, parece impossível! Eu aqui pela minha zona centro ouço as meninas e meninos bem grandinhos ao sair das escolas com cada conversa que dá gosto ouvi-los, como podem agora já exigir aos professores para não praticarem aquilo que em alunos também fizeram com toda a liberdade de expressão, aqui é que está o problema, quando a liberdade passa a libertinagem e perca de valores com o apoio muitas vezes até de grupelhos parlamentares outra coisa não é de esperar.

  7. Não existe nada mais grave do que a pressão psicológica através de insultos e rebaixando as crianças junto dos seus amigos. Elas acabam por se fechar na escola e com repercussões nas suas atitudes perante o resto da sociedade.
    Quando comparado a outros tempos de ensino, uma reguada não provoca tantos danos como esta Sra. “professora” e insultar, rebaixar e denegrir as crianças.
    Se fosse um filho meu quem lhe rachava a cabeça era eu.

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