Processo contra Bob Dylan por abuso sexual foi arquivado. Cantor pede agora uma indemnização

Jim Lo Scalzo / EPA

O músico Bob Dylan

Um processo no qual Bob Dylan era acusado de abusar sexualmente de uma jovem de 12 anos, em 1965, foi arquivado em julho. Agora, a defesa do músico colocou uma ação na qual pede uma indemnização à equipa jurídica que apresentou a queixa.

De acordo com a Billboard, Orin Snyder, que lidera a equipa jurídica de Dylan, escreveu a um juiz federal alegando que os advogados Daniel W Isaacs e Peter J Gleason “não deveriam ter interposto a ação – na qual acusam [Dylan] de um crime hediondo – se não tivessem a intenção de o acusar de forma responsável”.

A mulher, identificada como JC, acusou Dylan de ter a abusado num quarto de hotel quando o cantor tinha 23 ou 24 anos, acusação que este nega. A defesa declarou a “impossibilidade cronológica” da alegação, descrevendo o caso como uma “farsa conduzida por advogados”.

Antes de o processo ser arquivado, a equipa jurídica de Dylan acusou a mulher de destruir provas, pelo facto de não ter enviado informações solicitadas pelo tribunal dentro do prazo determinado. Na queixa enviada por Snyder, o advogado indicou que a mulher também tinha “voluntariamente dispensado os seus advogados” de defesa.

A defesa “não apresentou os documentos que deveria ter em sua posse [para poder] analisar antes de instaurar o processo judicial”, sublinhou Snyder, incluindo “dezenas de e-mails entre a queixosa e terceiros, que aparentemente nunca se deram ao trabalho de entrevistar”.

Snyder acrescentou que “os advogados desrespeitaram as suas obrigações de investigação durante meses e ignoraram as advertências do Tribunal sobre a não apresentação de documentos”.

Isaacs, um dos advogados de defesa, reagiu, indicando numa carta que o processo foi “instaurado de boa fé e com a intenção de litigar o assunto de forma responsável”, responsabilizando a sua cliente por não entregar os documentos.

“Em nenhum momento o Sr. Gleason ou eu impedimos intencionalmente a investigação ou nos envolvemos em má conduta”, escreveu. “Tentámos agir o melhor que pudemos dadas as circunstâncias, incluindo o facto de a queixosa sofrer de TEPT [transtorno de estresse pós-traumático], o que foi exacerbado quando a sua identidade foi ilegalmente tornada pública no início da ação”, frisou.

Segundo a Billboard, não ficou claro qual a indemnização esperada pelos advogados de Dylan.

  Taísa Pagno //

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