Presidente do Irão exige independência à Agência de Energia Atómica

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O presidente do Irão, Hassan Rohani

O presidente do Irão, Hassan Rohani

O Presidente iraniano, Hassan Rohani, exigiu à Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) que opere com independência relativamente às potências mundiais, para que se possa resolver “com vontade política” as “ambiguidades pendentes” sobre o programa nuclear de Teerão.

Esse pedido foi feito ao diretor-geral da AIEA, Yukiya Amano, durante o encontro mantido em Teerão, no quadro de uma visita para acelerar a resolução dos assuntos pendentes relacionados com o programa nuclear iraniano, como as eventuais dimensões militares, informa esta sexta-feira a agência oficial iraniana IRNA.

“A AIEA deve desempenhar o seu papel, de um ponto de vista técnico e jurídico, independentemente da visão que os poderes do mundo tenham sobre esta matéria, sobretudo quando as negociações com o Grupo 5+1 (EUA, Rússia, França, Reino Unido, China e Alemanha) se aproximam da fase final”, disse Rohani.

O Presidente iraniano assinalou que Teerão tem mantido uma “cooperação ampla e transparente” com a AIEA e provou aos seus inspetores que as “falsas acusações sobre um desvio das atividades nucleares são infundadas”.

“O Irão, como outros signatários do Protocolo Adicional ao Acordo de Salvaguardas da AIEA, deve estar legitimado para usar todos os seus direitos, e não deve existir qualquer discriminação a esse respeito”, sublinhou Rohani, apontando que sob o chapéu do referido protocolo e das atuais regulações, o Irão “está disposto a alcançar um quadro justo para resolver as questões pendentes” sobre o seu programa nuclear.

O chefe de Estado iraniano manifestou ainda esperança de que o relatório que a AIEA vai publicar na sequência da viagem a Teerão contribua para o caminho bem-sucedido das atuais conversações nucleares entre o Irão e o Grupo 5+1.

A AIEA tenta há 12 anos confirmar, sem êxito, se o Irão tem ou teve um programa militar nuclear clandestino. Além disso, também será responsável por verificar o cumprimento de qualquer acordo alcançado entre o Irão e as grandes potências.

O sistema de inspeções ao qual devem ser submetidas as instalações nucleares iranianas é um dos pontos que impede que se feche um acordo, cujos termos se negoceiam há 20 meses.

Até agora, neste capítulo, o principal problema tem sido a exigência de que o controlo abranja bases militares, o que Teerão rejeita sob o argumento de em causa estão questões de segurança nacional.

O Irão e o Grupo 5+1 acordaram, esta semana, estender o prazo para concluir as negociações sobre o dossiê nuclear iraniano até à próxima terça-feira, dia 7.

A maratona diplomática internacional tem como objetivo assegurar, pelo maior período de tempo possível, que o programa nuclear iraniano tem unicamente fins civis, em troca do levantamento das sanções que estão a bloquear a economia da potência regional xiita de 78 milhões de habitantes.

/Lusa

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