Presidente da Quercus foi investigada por fogo posto. Paula Silva diz que foi “um acidente”

Paula Nunes da Silva / Facebook

Paula Nunes da Silva, presidente da Quercus.

A presidente da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, Paula Nunes da Silva, foi investigada pela Polícia Judiciária, em 2018, pelo crime de incêndio florestal. Em causa está uma queimada num terreno que provocou um incêndio descontrolado.

Paula Nunes da Silva diz que foi “um acidente” em declarações à Sábado que reporta que a presidente da Quercus foi alvo de uma investigação da Polícia Judiciária (PJ) de Vila Real pelo crime de incêndio florestal.

O incêndio ocorreu em Abril de 2018 num terreno de que Paula Nunes da Silva é proprietária em Alijó, Vila Real.

Foi uma estupidez, mas são coisas que podem acontecer quando se tem terrenos”, salienta a engenheira florestal em declarações à Sábado.

A actual líder da Quercus terá contratado várias pessoas para limpar o terreno, numa zona de pinheiros bravos. O incêndio terá deflagrado no momento em que os trabalhadores fizeram uma queimada para se livrar do mato.

O incêndio descontrolou-se e “destruiu mais de cinco hectares de floresta“, de acordo com a Sábado.

Paula Nunes da Silva assegura que não estava presente no momento da queimada que originou o incêndio, mas admite alguma “negligência”.

Não cheguei a ser acusada e o caso foi prontamente arquivado”, aponta ainda a responsável da Quercus, frisando que até foi “prestar declarações sem advogado”. “Aprendi a lição”, diz ainda.

Antes de assumir a presidência da Quercus em Fevereiro passado, Paula Nunes da Silva estava ligada ao projecto Criar Bosques que actua na área da florestação.

A responsável da Organização Não-Governamental lamenta que a notícia do seu envolvimento no incêndio só surge agora, mais de dois anos depois do fogo, por causa das “ameaças internas” que diz estar a sofrer no seio da Quercus desde que assumiu a presidência.

Paula Nunes da Silva refere à Sábado que tem sido alvo de “ameaças e pressões” desde que tomou a decisão de fazer uma auditoria financeira na Quercus.

Está a decorrer, nesta altura, um inquérito no Ministério Público à gestão de João Branco, ex-presidente da entidade. Em causa estão suspeitas de que usou a Quercus para favorecer empresas “amigas” e de que utilizou dinheiro da associação para fazer compras na Amazon, em agências de viagens e para pagar consultas de podologia, de acordo com uma investigação do programa “Sexta às Nove” da RTP1.

Paula Nunes da Silva não revela os nomes das pessoas que estão, alegadamente, a pressioná-la, mas assegura que está “a tentar arrumar a casa e colocar alguma integridade na Quercus”.

ZAP //

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