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Há 53 praias sem sinais de poluição na água há três anos (e nenhuma é no Interior)

Portugal tem 53 praias com “Zero Poluição”. A listagem foi feita pela associação ambientalista ZERO e só inclui praias costeiras, excluindo qualquer zona balnear do Interior, o que é um dado preocupante.

“Alcobaça, Porto Santo e Tavira com quatro praias e Faro, Peniche, Sesimbra e Vila do Bispo com três, são os concelhos líderes” na lista das praias com Zero Poluição em Portugal, segundo avança a ZERO.

Entre as 53 praias destacadas, 43 distribuem-se por 24 concelhos do Continente, enquanto há 6 nos Açores e 4 na Madeira.

As praias com “Zero Poluição” não apresentaram “qualquer contaminação microbiológica nas análises efectuadas às águas balneares” ao longo dos últimos três anos, explica a ZERO.

Além de terem obtido “sempre classificação “Excelente”“, estas praias também “apresentaram valores zero ou inferiores ao limite de detecção em todas as análises efectuadas aos dois parâmetros microbiológicos controlados e previstos na legislação (Escherichia coli e Enterococos intestinais)”, nota a ZERO.

Isto significa que “em todas as análises efectuadas não houve sequer a detecção de qualquer unidade formadora de colónias“, acrescenta.

Apenas 8% do total das 643 zonas balneares

Neste ano, as praias com ZERO Poluição “representam 8% do total das 643 zonas balneares em funcionamento”, o que constitui “menos 15 praias, em relação às 68 classificadas no ano passado”, revela ainda a associação ambientalista.

A ZERO nota que “concelhos como Torres Vedras e Angra do Heroísmo tiveram um número significativo de praias retiradas da lista (nove e cinco praias, respectivamente)”.

“Em termos de balanço, saíram da lista do ano passado 29 praias e entraram 14 novas“, aponta ainda a entidade.

“Há muito a fazer pela qualidade da água dos rios”

A associação destaca também o facto de não haver qualquer praia do Interior na lista. “É extremamente difícil conseguir um registo incólume ao longo de três anos nas zonas balneares interiores, muito mais susceptíveis à poluição microbiológica“, explica.

Apesar disso, a ZERO também nota que este cenário é “um indicador do muito que ainda há a fazer para garantir uma boa qualidade da água dos rios e ribeiras em Portugal”, salientando que são necessários “esforços adicionais ao nível do saneamento urbano e das empresas”.

A associação lembra também que a APA – Agência Portuguesa do Ambiente divulgou, recentemente, dados de 2018 que indicam “um decréscimo da qualidade da água numa quantidade significativa das massas de água relativamente aos dados obtidos aquando do diagnóstico para o Plano de Gestão de Região Hidrográfica 2016-2021″.

  Susana Valente, ZAP //

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