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Praias fluviais do Douro atraem banhistas para águas poluídas

Várias praias fluviais do Douro, apesar de não estarem classificadas como balneares, continuam a atrair muitos banhistas em Gondomar e Vila Nova de Gaia.

De acordo com o Público, um movimento alerta que as pessoas são iludidas pelas autarquias que montam um cenário de que é seguro tomar banho naquelas águas, embora não seja aconselhado pelo Associação Portuguesa do Ambiente (APA).

Em Gaia, Areinho de Oliveira do Douro, Areinho de Avintes ou Cabedelo do Douro são algumas das praias que reúnem banhistas, mas que não se aconselha o seu uso.

“A identificação das águas balneares, a fixação da respectiva época balnear e a qualificação das praias de banhos são realizadas através de uma única portaria, tornando mais clara e sistematizada a informação disponibilizada ao cidadão sobre estas matérias”, lê-se no site da APA.

Paulo Silva, membro do movimento de cidadania #MovRioDouro, lamenta a atuação das câmaras municipais que “entram em total negação e criam um cenário para que as pessoas encarem as áreas como balneares e se sintam em segurança, contradizendo o estabelecido pela APA”.

“Nas praias de Gaia, os avisos da APA e da Administração Regional de Saúde são minúsculos se comparados com os cartazes da Câmara, o que leva as pessoas a acreditarem que é seguro banharem-se ali”, acrescenta.

Em declarações ao Público, a Câmara Municipal de Gaia defende que tem “assumido um conjunto de acções que visam, por um lado, a legalidade e, por outro, o aumento da segurança e de salvaguarda da vida humana – não havendo registo de acidentes graves ou fatais desde 2014 nestas zonas”.

O movimento #MovRioDouro tem alertado para a falta de qualidade da água do estuário do Douro, fazendo ações de sensibilização nestas praias fluviais.

“O objectivo não é denegrir, mas sim fazer com que sejam identificados os focos de agressão e que as entidades tomem medidas para eliminá-los”, esclarece Paulo Silva.

“O foco são os esgotos urbanos que não são tratados e as ETAR [Estações de Tratamento de Águas Residuais]”, atira.

A Câmara de Gaia defende que embora estas zonas não sejam classificadas como “água balnear designada”, a qualidade da água é monitorizada.

Contudo, o #MovRioDouro realça o facto de as análises realizadas pelo município corresponderem a análises pontuais enquanto as análises da APA são feitas ao longo de vários dias.

  ZAP //

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