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China quer usar robôs controlados pelo pensamento na Tiangong

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(dr) Xinhua

A estação espacial chinesa Tiangong-1

Cientistas chineses criaram um dispositivo que permite controlar o braço gigante da estação espacial chinesa através do pensamento, com uma precisão acima dos 99%.

Uma equipa de cientistas que trabalha com o programa espacial tripulado da China revelou que desenvolveu uma tecnologia que vai permitir aos astronautas controlar equipamentos robóticos através do pensamento, usando apenas as suas ondas cerebrais, escreve o South China Morning Post.

Esta descoberta pode revolucionar a forma como os astronautas operam o braço gigante da estação espacial chinesa Tiangong (que deve estar pronta no final do ano), que até agora tem sido controlado pelos astronautas com um teclado e um comando, algo que pode ser difícil num ambiente sem gravidade.

As tecnologias já existentes controlados pelo cérebro têm uma precisão que varia entre 40% e 80%, o que fica abaixo dos critérios exigidos no espaço. Uma simulação da nova tecnologia mostrou uma precisão acima dos 99%.

A China foi o primeiro país a introduzir as tecnologias baseadas no controlo cerebral no espaço, em 2016. Os detalhes da experiência continuam confidenciais, mas Huang Weifen, designer do sistema usado, revelou que acredita que há muito potencial nestas experiências e que “na exploração espacial do futuro, os humanos e as máquinas vão trabalhar juntos”.

Uma pessoa que use o novo aparelho tem de olhar para um braço robótico animado num escrã de computador. Cada parte do braço pisca a um ritmo único e quando os olhos se focam num componente que pisca, isso estimula a formação de ondas cerebrais com a mesma frequência, o que permite à máquina “ler a mente”.

Para melhorar a performance do equipamento, a equipa usou a inteligência artificial para descobrir ligações entre padrões de ondas cerebrais aparentemente sem relação e obter assim informações adicionais. 35 voluntários manobraram o braço através do pensamento e 11 destes completaram as tarefas sem percalços.

A precisão média foi 99,07% e foi marginalmente mais pequena para os 27 voluntários que não tinham experiência neste tipo de tarefas, ficando-se pelos 98,9%.

Ainda não se sabe ao certo quando é que a tecnologia vai ser usada em missões no espaço, mas a equipa acredita que o dispositivo será atualizado em breve para conseguir resolver tarefas mais complexas e oferecer uma maior precisão e velocidade.

Algumas fábricas chinesas já começaram a pedir aos trabalhadores que usem equipamentos com vigilância cerebral para melhorarem a concentração e prevenirem ferimentos no trabalho.

  ZAP //

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