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Portugal está preparado para avançar com 4.ª dose de vacina se necessário, avança António Costa

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Patrícia de Melo Moreira / AFP

O primeiro-ministro, António Costa

Primeiro-ministro esclarece que, caso as doses não venham a ser precisas, poderão ser doadas. Medidas relacionadas com o controlo de fronteiras serão prolongadas para além de 9 de janeiro. 

Portugal já apresentou um pedido de compra conjunta de uma nova vacina covid-19 adaptada à variante Ómicron, para o caso de ser necessária uma quarta dose, anunciou hoje, em Bruxelas, o primeiro-ministro, António Costa.

“Está a decorrer um processo de compra conjunta de uma vacina já adaptada à [variante do vírus] Ómicron, que estará disponível após a primavera, e já apresentámos o pedido de aquisição“, disse Costa, em declarações à entrada para a reunião do Conselho Europeu.

O chefe do Governo explicou ainda que o pedido de compra abrange a quantidade suficiente para poder ser administrada “uma quarta dose de reforço [da vacina], se ela for a ser necessária como, infelizmente, é de prever que virá a acontecer“. António Costa referiu ainda esperar que essas vacinas possam ser doadas por não ter sido necessário utilizá-las.

O primeiro-ministro anunciou ainda que as medidas atualmente em vigor em Portugal que limitam a entrada em território nacional deverão ser prolongadas para além de 9 de janeiro, data estabelecida para o seu fim.

“Devemos prever que a partir de 9 de Janeiro nós vamos ter que manter as medidas de controlo das fronteiras. Esta nova variante está-se a difundir muito intensamente na Europa, e também em Portugal, e portanto naturalmente não vamos poder desarmar. Vamos ter de manter [as medidas de controlo nas fronteiras] ou até mesmo reforçar, se for necessário”, anunciou.

António Costa destacou o papel “absolutamente essencial” da testagem, que será essencial para conter o contágio na época festiva e, consequentemente, determinar se algumas medidas “internas” (relativas à frequência de restaurantes e outros estabelecimentos abertos ao público, espetáculos ou eventos desportivos) — também previstas para terminar a 9 de janeiro — deverão ser prolongadas para além dessa data.

Tal opção não é colocada de parte pelo primeiro-ministro, citado pelo jornal Público. “Com esta pandemia temos que estar sempre preparados para adoptar qualquer medida que venha a ser necessária, e quanto mais depressa a adoptarmos mais depressa prevenimos o risco de escalada. Vamos continuar a monitorizar, não há para já uma previsão de alteração imediata das medidas”, disse.

Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia celebram hoje em Bruxelas a última cimeira do ano, marcada pela situação geopolítica tensa a Leste, e que assinala a estreia do novo chanceler alemão.

A agenda deste Conselho Europeu volta ainda a ser consagrada ao combate à pandemia da covid-19, tema incontornável há quase dois anos e ‘reavivado’ com o surgimento da nova variante Ómicron, com os líderes dos 27 a discutirem ainda os preços da Energia, a futura política de segurança e defesa da União e os preparativos da cimeira com a União Africana, prevista para o início de 2022.

  ZAP //

11 Comments

  1. E para quando a 5.ª, 6.ª e 7.ª dose ? isto está tudo louco. As farmaceuticas acharam a galinha dos ovos de ouros e enquanto rios de dinheiro continuarem a correr não vai haver fim à vista Para resolver isto hà uma solução : quebra das patentes por interesse mundial e que os proprios paises produzam as vacinas acabando logo com os lucros das farmaceuticas, ja ganharam mil vezes o que investiram em investigação.

    • As farmacêuticas estão só a fazer o seu trabalho e, claro, a aproveitar que existem países alarmistas, endividados mas armados em ricos, que querem as doses todas (e mais algumas). As pessoas (e em especial, os governantes) ainda não perceberam que a covid é como a gripe?! Que os mais velhos vão ter apanhar vacina anualmente e os mais novos vão apanhar a covid sazonalmente (ou dependendo dos períodos de duração da imunidade conferida pela infeção anterior)?! Quantas mais doses, quantas mais variantes e quantos mais anos são necessárias para mudar a mentalidade?!!!! 5?! 50?! 500?!

    • Caro Miguel,
      O medarxiv não é uma revista científica, nem os documentos que lá se encontram são revistos pelos pares. Qualquer um pode lá colocar o que quiser. Portanto tudo o que lá aparecer são essencialmente resultados ainda não validados (e muitos nunca o chegam a ser).
      No entanto, já que partilhou o artigo, devia tê-lo lido, pois claramente não soube interpreta-lo. Em lado nenhum há essa afirmação vaga de “imunidade natural até 6x superior as vacinas”, e quanto mais, o artigo demonstra cabalmente a eficácia das vacinas.
      Mesmo que a imunidade derivada da infecção seja superior à das vacinas, o facto é que as pessoas não vacinadas mais facilmente vão para os cuidados intensivos e morrem, com tudo de mal que isso traz. Portanto e resumindo, o seu comentário não faz absolutamente nenhum sentido e só lhe posso dizer: eduque-se antes de comentar. Obrigado.
      Cumprimentos

    • Todos os bons cientistas não são “terraplanistas”. A questão a saber é o que são Ciências? O que fazem os bons cientistas? Vamos lá ver. Eu pessoalmente já salvei inúmeras pessoas da morte no Mar e na Terra. Para as Ciências Médicas e a Saúde Humana, cada ser humano é uma pessoa humana física, única e singular. Nem todos os seres humanos têm o mesmo organismo humano, o mesmo grupo sanguíneo, a mesma fisiologia, a mesma bioquímica, e a mesmo suporte genético. Para não falar das pessoas com doenças raras, pessoas deficientes, os toxicodependentes, os imunodepremidos, as pessoas desnutridas, e toda a biodiversidade…Agora, se toda a raça humana fosse saudável e se toda a humanidade fosse rica de “Saúde” e se todos os humanos fossem iguais… a vida coletiva em Sociedade não tinha graça nenhuma. Há pessoas sem abrigo, há pessoas com distúrbios e transtornos mentais, há pessoas pobres e com inúmeras fragilidades de Saúde. Se a vida coletiva tem interesse público, não tem graça nenhuma andar a brincar “aos médicos e aos enfermeiros e às ambulâncias e aos hospitais. O Homem é um ser vivo e por isso é mortal…. A ideia da imunidade natural generalizada é que é “terraplanarem”…a humanidade não é toda igual ainda bem por um lado, exceção da pobreza extrema e das desigualdades sociais e da Corrupção mentais.

  2. Pois é. O ainda Primeiro-ministro de Portugal António Costa estará bem informado cientificamente falando ao se referir à “4a dose contra a COVID19”. Eu diria Reforço. Mas, está certo. Ora, uma coisa é a Política e politiquices….e outra coisa bem diferente é a Saúde Pública de todos e subsequente Vida Coletiva. Agora, para aqueles que gostam da verdade…Já afntes da Pandemia COVID19, já temos no mundo a exigência legal de regras sanitárias para viajantes que é o “CIVP” (Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia). Segundo a OMS e em Portugal, temos a PrimoVacinação e Reforços de vacinas anti-sarampo, anti-rubéola, anti-hepatite B, a Vacinação BCG, Tétano, Difteria, a anti-poliomielite, a Anti-patotidite, a Febre amarela, et, etc. Agora, a biodiversidade humana é um fenómeno da natureza humana! Nem todos temos o mesmo grupo sanguíneo! Há pessoas Céticas, há pessoas agnósticos, haverá ateus, há quem não saiba o que são as Ciências!

  3. No médio e longo prazos, em termos da Epidemiologia e da Microbiologia, a tendência é que a doença/patologia infectocontagiosa COVID19 atravesse de uma fase pandémica para uma fase endémica, dependendo da velocidade da imunização da humanidade (seja por via natural, ou imunização passiva e ativa. O que aqui está em causa é a incerteza e imprevisívelidade das taxas de morbilidade e mortalidade ao longo do tempo. A Vacinação é uma terapêutica profilática, entre outras terapêuticas possíveis dependente da carga de Doenças.

  4. E porque não, dar a atenção devida à vacina criada num laboratório português, cujos excelentes resultados de eficácia foram apresentados há mais de 6 meses ao governo, que não abre mão de 2 milhões para iniciar a produção???

    • Alguém está a investigar e a analisar o processo de I&D referente à vacina contra a COVID19 dita de portuguesa. A avaliação económica do processo de desenvolvimento desta vacina está em curso. A análise custo/beneficio e a análise custo de oportunidade face às alternativas estão em causa. Tudo leva o seu tempo. Pode ser uma questão de filosofia política!?

  5. Eh lá!
    A Pfizer deve andar a pagar mesmo bem!
    Cá para mim, ainda vai a 5.ª até 30 de Janeiro e, depois, já em governo de gestão ainda vão à 6-.ª, quem sabe 7.ª
    Isto é um filme de terror

    • As farmacêuticas estão só a fazer o seu trabalho e, claro, a aproveitar que existem países alarmistas, endividados mas armados em ricos, que querem as doses todas (e mais algumas). As pessoas (e em especial, os governantes) ainda não perceberam que a covid é como a gripe?! Que os mais velhos vão ter apanhar vacina anualmente e os mais novos vão apanhar a covid sazonalmente (ou dependendo dos períodos de duração da imunidade conferida pela infeção anterior)?! Quantas mais doses, quantas mais variantes e quantos mais anos são necessárias para mudar a mentalidade?!!!! 5?! 50?! 500?!

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