Portugal vai acolher 10 dos 58 migrantes que estão no navio Aquarius

Christophe Petit Tesson / EPA

O navio Aquarius

Portugal vai acolher 10 dos 58 migrantes que estão no navio de salvamento Aquarius, após ter chegado a um acordo com Espanha e França, anunciou o Ministério da Administração Interna (MAI).

“Portugal acordou com Espanha e França, no quadro da resposta solidária ao fluxo de migrantes que procuram chegar à Europa através do Mediterrâneo, acolher 10 das 58 pessoas que se encontram no navio Aquarius”, refere o Ministério da Administração Interna (MAI), em comunicado.

O MAI adianta que “Portugal continua a defender uma solução europeia integrada, estável e permanente para responder a este desafio migratório mas, por razões humanitárias e face à situação de emergência em que se encontram estas pessoas, manifesta mais uma vez a sua disponibilidade para, solidariamente e de forma concertada com Espanha e França, acolher parte do grupo de migrantes”.

O navio tinha pedido na segunda-feira às autoridades francesas que autorizassem a entrada no porto de Marselha e o desembarque, excecional e por razões humanitárias, das 58 pessoas que levam a bordo.

O pedido foi feito pelo diretor de operações da SOS Méditerranée, Frédéric Penard, após a decisão do Panamá de retirar o pavilhão ao navio. Em declarações à Renascença, Pedro Filipe Soares, do Bloco de Esquerda, anunciou que o partido pretende que o Governo dê bandeira portuguesa ao Aquarius.

“O que nós pretendemos é que Portugal desencadeie as suas ações diplomáticas para permitir que o navio passe a navegar com bandeira portuguesa“, explicou o bloquista, acrescentando que dando esse passo, o país associava-se a “uma política humana e solidária de quem olha para o Mediterrâneo e não deixa os migrantes à sua sorte”.

Penard recordou que se encontram no Aquarius 58 pessoas resgatadas, entre as quais 17 mulheres, uma delas grávida. A maior parte serão cidadãos líbios que fogem aos violentos combates entre milícias que têm sido travados em Trípoli, no mais sangrento conflito desde o início da guerra civil em 2014, disse à agência EFE Aloys Vimard, porta-voz da ONG Médicos Sem Fronteiras, corresponsável do Aquarius.

Este é único navio de resgate civil atualmente a operar no Mediterrâneo central, considerada a rota migratória mais letal do mundo.

Vimard denunciou que os obstáculos políticos, económicos e jurídicos ao trabalho das ONG no Mediterrâneo se multiplicaram nos últimos meses e salientou que “a guarda costeira da Líbia não está preparada” nem tem “capacidade para fazer este trabalho”.

Nos últimos meses, os navios de resgate civis foram forçados a retirar-se da chamada “rota central”, acossados pela Guarda Costeira da Líbia e pelas pressões da União Europeia e do Governo italiano.

ZAP // Lusa

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