Polícia nigeriana liberta 259 pessoas de instituição islâmica

(dr) Nigeria Police

A polícia nigeriana libertou 259 pessoas de um centro de reabilitação islâmico na cidade de Ibadan, informou a polícia na terça-feira, elevando o número de resgatados de instituições abusivas desde setembro para quase 1.500.

Segundo noticiou a Reuters, imagens do canal de televisão local TVC, tiradas depois que os cativos foram libertados, mostravam um grupo de jovens e adolescentes. Muitos estavam magros. Uma criança também estava no grupo. “Nós comemos uma refeição por dia”, disse Olalekan Ayoola, contando que a comida não era adequada para “um cão comer”.

A Nigéria lançou uma ofensiva contra escolas e centros de reabilitação islâmicos informais no final de setembro, depois que um homem recebeu permissão para ver os seus sobrinhos numa das instituições e fez uma queixa na polícia.

Muitos cativos afirmaram que foram abusados ​​física e sexualmente e acorrentados para evitar que escapassem.

Outros locais invadidos em operações policiais encontram-se no norte muçulmano do país. Ibadan está no estado sudoeste de Oyo, que é predominantemente cristão.

O porta-voz da polícia do estado de Oyo, Fadeyi Olugbenga, disse que a instalação foi invadida na segunda-feira. “Ontem, 259 pessoas foram libertadas. Tínhamos mulheres, homens e adolescentes”, declarou. Algumas pessoas estavam trancadas dentro de um prédio e outras acorrentadas.

Fadeyi Olugbenga informou que nove pessoas, incluindo o dono do centro, foram detidas e estão sob investigação.

O comissário de polícia de Oyo, Shina Olukolu, disse aos jornalistas na segunda-feira que qualquer pessoa considerada culpada seria processada para “servir de alerta a outras pessoas que queiram operar essas casas que servem como centros de detenção ilegais”.

Porta-vozes do Presidente Muhammadu Buhari, que ordenou a repressão, e o vice-Presidente recusaram-se a comentar.

“Nenhum governo democrático responsável toleraria a existência de câmaras de tortura e abusos físicos de reclusos em nome da reabilitação das vítimas”, referiu o gabinete do Presidente, num comunicado divulgado em outubro.

As escolas islâmicas, conhecidas como Almajiris, são comuns no norte do país da África Ocidental. Tais escolas estão a ser investigadas por alegações de abuso e acusações de que algumas crianças eram forçadas a pedir nas ruas.

Noutras instalações, os pais pensavam que os seus filhos estavam lá para serem educados e até pagaram propinas. Outros enviavam filhos e familiares com mau comportamento para as instituições islâmicas, de forma a receberem disciplina.

  ZAP //

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