José Coelho / Lusa

O antigo presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, que morreu aos 87 anos de idade
Peças do museu pessoal do histórico presidente azul e branco também terão desaparecido, alega o filho, Alexandre, em ação judicial.
Está de momento a ser investigado um alegado desaparecimento de dinheiro do património financeiro deixado por Jorge Nuno Pinto da Costa.
O processo judicial foi desencadeado por uma ação movida por Alexandre Pinto da Costa, filho do histórico presidente do FC Porto, que diz faltarem bens em nome do pai, de que Pinto da Costa usufruía, estimados em pelo menos um milhão de euros anuais, avança o Correio da Manhã.
Numa das contas, o saldo terá passado de 800 mil euros no verão passado para cerca de 50 euros. Situação semelhante verificar-se-á noutras contas, incluindo no Banco Carregosa, alvo de buscas no âmbito do processo “Prolongamento”.
Segundo o mesmo jornal, outros 304 mil euros provenientes da venda de ações do FC Porto estão “desaparecidos”. Sabe-se apenas que o montante foi transferido por Agostinho Caetano para uma conta em nome de Pinto da Costa.
Cláudia Campo, viúva do ex-presidente, foi intimada a apresentar uma relação detalhada do património disponível no prazo de 30 dias, prazo esse que ainda decorre.
A ação judicial estima um valor total em falta a rondar os 3,5 milhões de euros, embora se admita que o montante real possa ser bastante superior. Além do dinheiro, a ação também faz referência ao desaparecimento de peças do museu pessoal de Pinto da Costa.
Também os bens móveis terão desaparecido. Quando faleceu, Pinto da Costa não tinha qualquer automóvel em seu nome, incluindo o veículo adquirido ao FC Porto, agora registado em nome da viúva.