Patrões puxam PS para acordos com centro-direita

Mário Cruz / Lusa

Os parceiros sociais estão a ser recebidos esta manhã pelo secretário-geral do Partido Socialista (PS). Os primeiros foram os representantes dos patrões, os quais sublinharam que os socialistas não podem “ignorar que há partidos de centro-direita, nomeadamente o PSD, que não estão ausentes no Parlamento”.

De acordo com o Observador, os patrões frisaram igualmente que os partidos que defenderam novas alterações à legislação laboral “tiveram perdas significativas nas eleições”, referindo-se ao Partido Comunista Português (PCP) e ao Bloco de Esquerda (BE).

Na sede do PS, António Costa recebeu a Confederação Empresarial de Portugal (CIP), a Confederação dos Agricultores, a do Turismo e a do Comércio e Serviços. No fim, foi António Saraiva (CIP) quem desvalorizou o peso dos acordos à esquerda, que considera não serem muito diferentes dos que existiram há quatro anos, ou seja, “frágeis”.

“Não antevemos maior estabilidade. Os acordos que existiram na anterior legislatura eram frágeis (…) e o que esta legislatura vai ter foi o que a anterior teve, acordos a cada orçamento do Estado”, referiu.

O patrões sublinham a importância do “centro-direita”, com António Saraiva a apontar especialmente o PSD, que considera que “como partido responsável que é, terá de apoiar medidas legislativas de que o país necessite”.

“Este Governo saberá encontrar equilíbrios também à sua direita e as maiorias parlamentares têm geometria variável à esquerda e à direita”, acrescentou.

António Saraiva garantiu que não foram abordadas questões concretas, como o salário mínimo ou valores previstos para uma evolução. Ainda assim, admitiu que essa progressão possa continuar na próxima legislatura “mas não por decreto ou em condições que a economia não suporta”.

O salário mínimo “será seguramente aumentado em bases razoáveis como foi na anterior legislatura”, em que subiu até aos 600 euros na anterior legislatura. Começou por subir de 505 euros para 530 euros em janeiro, em 2016, para 557 euros em 2017, para 580 euros em janeiro de 2018 e, finalmente, para os 600 euros no início deste ano.

Quanto a novas alterações nas leis laborais, os patrões fecham a porta e atiram aos partidos que continuam a defender estas mexidas, lê-se no Observador. António Saraiva lembrou que “o PCP teve menos 115 mil votos” nestas eleições legislativas e que o “BE teve menos 57 mil”, para concluir que “o país demonstrou que partidos são os que melhor respondem à necessidade da população portuguesa”.

Para os patrões, o Código do Trabalho está bem como está: “Mantemos que a legislação laboral que temos é mais do que suficiente para que o país desenvolva as suas atividades económicas com tranquilidade”.

Na sede do PS seguem-se ainda reuniões de António Costa com a CGTP e com a UGT. Ao final do dia, o líder socialista reúne a Comissão Política Nacional do partido para que lhe confira mandato para fechar um acordo político para a próxima legislatura.

ZAP // //

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