Paraquedista português ferido em acidente na República Centro-Africana

António Cotrim / Lusa

Um soldado paraquedista, integrado na força militar portuguesa ao serviço das Nações Unidas na República Centro-Africana, ficou ferido num acidente com uma arma, divulgou o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).

“Durante o dia de hoje um soldado paraquedista da 3.ª Força Nacional Destacada Conjunta ao serviço das Nações Unidas na República Centro-Africana, sofreu um trauma ocular no seguimento da libertação acidental de uma peça do carregador da arma, que atingiu o militar no globo ocular esquerdo”, lê-se numa nota do EMGFA.

No comunicado é ainda referido que, “após avaliação clínica efetuada pela equipa médica da força portuguesa em estreita ligação com autoridades nacionais, foi superiormente decidido” transportar o militar para Portugal “para que possa recuperar todas a suas capacidades visuais”.

O Estado-Maior-General das Forças Armadas informa também que “o militar encontra-se em observação permanente por parte da equipa médica da força e chegará sexta-feira a Portugal ao final da noite em voo militar da Força Aérea Portuguesa, numa aeronave Falcon”. O militar também já entrou em contacto com a família, refere na nota.

Portugal está presente no país, no quadro da missão das Nações Unidas para a República Centro-Africana (MINUSCA), com a 3.ª Força Nacional Destacada Conjunta, composta por 156 militares, dos quais 153 do Exército, sendo 123 paraquedistas, e três da Força Aérea, que iniciaram a missão em 5 de março de 2018 e têm a data prevista de finalização no início de setembro deste ano.

Os militares que estão no terreno compõem a Força de Reação Rápida da MINUSCA, têm a base principal na capital, junto ao aeroporto, e já estiveram envolvidos em quase duas dezenas de confrontos.

O Governo do Presidente Faustin Touadera, um antigo primeiro-ministro, que venceu as Presidenciais de 2016, controla cerca de um quinto do território. O resto é dividido por pelo menos 14 milícias, que, na sua maioria, procuram obter dinheiro através de raptos, extorsão, bloqueio de vias de comunicação, recursos minerais (diamantes e ouro, entre outros), roubo de gado e abate de elefantes para venda de marfim.

O conflito neste país, que tem o tamanho da França e uma população que é menos de metade da portuguesa (4,6 milhões), já provocou 700 mil deslocados e 570 mil refugiados e colocou 2,5 milhões de pessoas a necessitarem de ajuda humanitária.

// Lusa

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