Países Baixos: “IKEA aberto e teatro fechado? Não percebo”

Medidas devem ser mais suaves a partir desta terça-feira. Certificado digital pode originar referendo na Croácia.

Esta terça-feira deverá ser marcada, nos Países Baixos, pelo “suavizar” das restrições nacionais relacionadas com a COVID-19. Algumas medidas devem mesmo ser canceladas.

A maioria das escolas locais não está a funcionar a 100 por cento, o tele-trabalho é recomendado e as lojas têm horários condicionados.

E a cultura está parada: os eventos culturais estão suspensos. Algo que já afectou o sector em Portugal e que agora afecta os holandeses.

O Presidente da Câmara de Breda não percebe esta decisão do Governo nacional: “Não consigo explicar porque, aqui em Breda, o IKEA esteja aberto mas o teatro, onde as pessoas podem assistir em segurança a uma atuação, esteja fechado“.

“Neste momento a sociedade olha para o governo local como se estivesse a olhar para agentes da polícia e de serviço comunitário, com multas e bastões. Mas essa mesma sociedade, que está sob tanta pressão, espera que defendamos os seus interesses e que mostremos que estamos juntos nestes tempos difíceis”, disse Paul Depla, à estação televisiva NOS.

Este conjunto de restrições foi anunciado numa altura em que se esperava que a variante Ómicron fizesse “disparar” o número de doentes e de falecimentos nos Países Baixos. Mas as estatísticas mostram que o pior cenário ficou longe.

“Sabemos por estudos estrangeiros que a protecção pela vacina não dura muito tempo, dura alguns meses. Por isso, neste momento, provavelmente a população tem a protecção ideal contra as complicações causadas por infecções. Se há um momento para anular medidas, talvez esse momento seja agora”, afirmou Marc Bonten, médico microbiologista de Utrecht.

Referendo sobre certificado

Entretanto, na Croácia, o partido Most entregou uma petição que pretende criar um referendo nacional com vista ao fim dos certificados digitais.

A maioria conservadora de direita croata considera que o certificado não é útil porque, mesmo estando vacinada, uma pessoa pode transmitir o coronavírus (na Croácia apenas 55 por cento das pessoas estão vacinadas).

A petição reuniu mais de 410 mil assinaturas e foi entregue ao Parlamento nesta segunda-feira.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

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