Os T-Rex também sofrem de infeções ósseas

ScottRobertAnselmo / Wikimedia

Em 2010, um paleontólogo descobriu um dos esqueletos mais completos de Tyrannosaurus rex alguma vez encontrados. Agora, uma equipa de cientistas descobriu que o animal sofria de uma doença óssea mandibular.

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O esqueleto de 68 milhões de anos foi descoberto em 2010 e vendido a um banqueiro de investimentos, que o apelidou de “Tristan Otto“, antes de o emprestar ao Museum für Naturkunde Berlin.

Nesta nova investigação, a equipa de Charlie Hamm, do Charité University Hospital, investigou uma parte do maxilar inferior esquerdo do Tyrannosaurus rex e descobriu uma doença óssea mandibular.

Segundo o Sci-News, o dinossauro, que vivia no estado norte-americano de Montana, tinha uma infeção conhecida como osteomielite tumefativa.

Na inspecção visual e nas imagens de TAC levadas a cabo pelos cientistas, a dentadura esquerda mostrou espessamento e uma massa na sua superfície que se estendia até à raiz de um dos dentes.

Por sua vez, a tomografia computorizada de dupla energia (DECT) detetou uma acumulação significativa do elemento flúor na massa, uma descoberta associada a áreas de menor densidade óssea.

Tanto a massa como a acumulação de flúor apoiam o diagnóstico de osteomielite tumefativa, uma infeção do osso. As descobertas foram apresentadas na Reunião Anual de 2021 da Sociedade Radiológica da América do Norte.

O resultado nunca foi alcançado em análises de fósseis e foi obtido graças a uma abordagem de imagem não destrutiva baseada na técnica DECT.

“O DECT emite raios-X em dois níveis de energia diferentes para fornecer informações sobre a composição do tecido e os processos de doenças que não são possíveis com a tomografia computadorizada de energia única”, explicou Hamm.

Este método de imagem pode ter aplicações significativas na paleontologia, enquanto alternativa a técnicas de avaliação de fósseis que envolvem a destruição de amostras.

  ZAP //

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