Orbán vence eleições e envia recado a Bruxelas e Kiev. “Todos podem ver que a política conservadora e cristã ganhou”

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eu2017ee / Flickr

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán

Primeiro-ministro reeleito considerou que a vitória conseguida aconteceu apesar dos esforços de Bruxelas e de outros atores para que a sua política conservadora e religiosa falhasse.

Era um cenário expectável, mas muitos ansiavam por uma surpresa de última hora. Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, assegurou a quarta vitória em eleições legislativas do seu partido, Fidesz, que conquistou 54% dos votos. Apesar da vitória, conseguida frente a uma oposição unida de seis partidos, o discurso de consagração de Orbán destacou-se pelas críticas que deixou a Bruxelas e não só.

“Tivemos de lutar contra grandes forças: a esquerda daqui, a esquerda internacional, os burocratas em Bruxelas, as forças de [George] Soros, os media internacionais e até Zelensky”, disse o governante. Apesar das dificuldades com que o presidente ucraniano tem lidado nas últimas duas semanas, Orbán perdeu a oportunidade de o criticar pelas referências que tem feito nos seus discursos à posição dúbia da Hungria relativamente à guerra na Ucrânia e na dificuldade do seu líder em romper com Putin.

Apesar de integrar a União Europeia e ter aceitado as sanções impostas pelo grupo de países que integram a organização, a Hungria recusou-se a ir mais além, nomeadamente na cedência de armamento às forças ucranianas para que estas se pudessem defender. Outro dos alvos do discurso de Orbán foi o milionário húngaro Soros, a quem disse que tem desperdiçado dinheiro ao apoiar a oposição.

O vencedor da noite enquadrou o resultado numa vitória patriótica, explicando que o Fidesz tem “uma paixão comum chamada Hungria” e que a votação conseguida “pode não ser vista da lua, mas é certamente vista de Bruxelas“.

Nas horas que se seguiram, vários líderes da extrema-direita europeia se apressaram a congratular Orbán pela vitória alcançada. Foi o caso de Matteo Salvino, da Liga Norte de Itália.

“Bravo, Viktor! Sozinhos contra todos, atacados pelos sinistros fanáticos do pensamento único, ameaçados por aqueles que gostariam de apagar as raízes judaico-cristãs da Europa, denegridos por aqueles que gostariam de erradicar os valores ligados à família, à segurança, ao mérito, ao desenvolvimento, à solidariedade, à soberania e à liberdade, ganharam novamente graças ao que falta aos outros: o amor e o consentimento do povo”, escreveu no Twitter, citado pelo Observador.

Também Marine Le Pen, da Frente Nacional francesa, seguiu o mesmo discurso. Desejando “felicidades” ao primeiro-ministro eleito pela “vitória esmagadora”, sublinhou ainda que “quando o povo vota, o povo ganha”. De Espanha, o Vox, realçou as possibilidades de colaboração com o Fidesz no plano europeu. “Continuaremos a forjar uma Europa das nações e das liberdades contra o projeto falhado dos progressistas e globalistas.”

  ZAP //

3 Comments

  1. Tamos fdds. Agora querem todos virar á extrema direita. Já sabem que esse sistema acaba por não funcionar, especialmente quando começam a ter muito poder. O pessoal que vota na extrema direita já se esqueceu o que se passou no passado. A extrema direita só é benéfica para 1/2 dúzia de gatos pingados já muito ricos, que ficam ainda mais ricos.

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