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Oracle será “parceira tecnológica” do TikTok nos EUA. Microsoft fica pelo caminho

A empresa de tecnologia norte-americana Oracle foi a escolhida como “parceira técnica” da rede social TikTok, juntando-se à a sua empresa-mãe chinesa, ByteDance para orientar as operações da empresa nos Estados Unidos (EUA).

Segundo noticiou o Financial Times e o Washington Post, citados pelo Observador, o acordo em causa não prevê a venda total da rede social. Fontes ligadas ao processo relatam que a TikTok apresentou uma proposta ao governo dos EUA que permite à ByteDance manter a propriedade mas ceder a outra empresa a gestão da “cloud” de dados dos utilizadores.

A TikTok escolheu a Oracle no domingo e as empresas intermediaram o negócio para satisfazer as preocupações dos reguladores norte-americanos. De acordo com o Washington Post, a proposta, que ultrapassou a da Microsoft, pode envolver uma mudança da sede fora da China.

O Observador avançou que o negócio não está totalmente fechado mas, se de facto envolver a Oracle, poderá estar em cima da mesa a compra de participação na ByteDance.

Também no domingo, a Microsoft informou que a sua oferta para adquirir as operações da TikTok nos EUA tinha sido rejeitada.

Como lembrou a agência Lusa, a Casa Branca considerou a TikTok uma ameaça para a segurança nacional dos EUA por ser propriedade de uma empresa chinesa, apesar de a ByteDance ter recusado as acusações norte-americanas de que partilha informação dos utilizadores norte-americanos com o Governo chinês.

Em agosto, Trump mostrou-se favorável a que a Oracle, com estreitas relações com a Casa Branca, assumisse as operações da TikTok nos EUA. Com mais de 80 milhões de utilizadores no país, é das redes sociais que mais cresceu nos últimos anos, convertendo-se no principal meio de entretenimento e um canal de marketing para as celebridades.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China manifestou clara oposição à venda forçada da TikTok por considerar que violaria os princípios da Organização Mundial do Comércio.

Pequim vê a venda da TikTok como mais um capítulo da guerra comercial com Washington, que tenta conter o crescente poderio tecnológico do gigante asiático, com restrições impostas à empresa de telecomunicações Huawei e à popular rede social WeChat, do conglomerado digital Tencent.

  ZAP //

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