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Santo Graal da Arte. Afinal, a obra mais procurada de Da Vinci nunca existiu

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Afinal, o artista renascentista Leonardo da Vinci nunca pintou o fresco “A Batalha de Anghiari” nas paredes do Salão dos Quinhentos no Palazzo Vecchio, em Florença. 

De acordo com o jornal espanhol ABC, a informação foi confirmada por uma equipa multidisciplinar de especialistas numa entrevista coletiva realizada no auditório Vasari na Galeria Uffizi.

“A Batalha de Anghiari” foi considerada um dos grandes mistérios que cercavam Leonardo da Vinci, a ponto de alguns a chamarem mesmo de “Santo Graal da História da Arte”. Foi procurada ao longo dos séculos – sempre no mesmo local.

Os que defendiam a sua existência afirmavam que o suposto fresco de Leonardo da Vinci, obra de sete metros de altura e 17 de comprimento, que o génio do Renascimento teria pintado – e não terminado – no ano de 1505, estava escondido atrás de outro fresco que representa “A Batalha de Scannagallo”, pintada em 1563 por Giorgio Vasari, famoso arquiteto, pintor e historiador da arte italiano.

Porém, agora é revelado que a obra de Leonardo da Vinci nunca existiu, segundo prestigiados professores de história da arte e renomados restauradores.

O resultado de seis anos de trabalho foi o livro de 610 páginas, com o título “O Grande Salão do Palazzo Vecchio e a Batalha de Anghiari de Leonardo da Vinci; estudos e documentos”, apresentado em conferência de imprensa.

Francesca Fiorani, professora de história da arte moderna da Universidade de Virginia, explicou o resultado da equipa multidisciplinar, coordenada pelo Departamento de Arquitetura da Universidade de Florença.

“Os novos estudos permitiram-nos repensar as nossas investigação. Nós passámos a pergunta ‘onde está A Batalha de Anghiari?’ para perguntas diferentes: A Batalha de Anghiari foi realmente pintada? e O que Leonardo da Vinci fez no Grande Salão do Antigo Palácio?“.

“Estas perguntas podem ser respondidas relendo os dados conhecidos e estudando novos dados: Leonardo nunca pintou a batalha naquela parede. Vamos perder uma batalha, mas ganharemos um consenso científico”, concluiu Fiorani.

O certo é que o fresco foi, de facto, encomendado ao génio do Renascimento para pintar, no início do século XV, a lendária batalha de Anghiari contra o Ducado de Milão em 1440, no Grande Salão do Antigo Palácio localizado na Plaza de la Senhoria. Porém, a parede na qual havia preparado o estuque provavelmente foi demolida logo depois.

Os documentos atestam que, entre 1503 e 1506, Leonardo da Vinci recebeu materiais destinados a uma cartolina preparatória – mas não as cores para pintar uma parede.

Em suma, Leonardo da Vinci não passou de fazer uma série de estudos ou caricaturas preparatórias, feitas no convento de Santa Maria Novella, muito próximo ao Palácio Velho.

  ZAP //

1 Comment

  1. Os nazistas usavam da propaganda baseada na notícia de fatos inverídicos e alardeavam através dos meios de comunicação repetidas vezes ,que terminavam sendo consideradas verdadeiras. A mentira repetida por milhares de pessoas termina passando por verdade e somente om o tempo é que é descoberta a farsa que a criou. Nós estamos sabendo aos poucos que essa tática de mostrar as fantasias e falsidades os nazistas copiaram do Império Romano Cristão. Pois tanto o Santo Graal usado na Santa Ceia e o Santo Graal da Arte foram meros instrumentos criados para mostrar a grandeza da Igreja Romana. Os Manuscritos encontrados na região do Mar Morto vão desenhando a verdadeira realidade que o Novo Testamento nos apresenta como fantástico e maravilhoso. Aos poucos Roma vai tirando a sua máscara .

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