“O pássaro está livre”. Elon Musk já é dono do Twitter e a primeira decisão foi despedir os altos executivos

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Empresário promete levantar muitas das restrições ao discurso existentes na plataforma.

Após meses de avanços e recuos, alguns dos quais pareceram mesmo definitivos, Elon Musk já é oficialmente dono da rede social Twitter num negócio que envolveu qualquer coisa como 44 mil milhões de euros.

No entanto, a tomada das rédeas da empresa não está a ser pacífica, já que a primeira medida do homem mais rico do mundo foi demitir o até agora diretor-executivo, Parag Agrawal, o diretor financeiro, Ned Segal, e a diretora do departamento jurídico e de políticas, Vijaya Gadde.

Os despedimentos aconteceram poucas horas antes do fim do prazo estabelecido pela justiça norte-americana para que o acordo fosse finalizado até ao dia de ontem.

Na sua página do Twitter, precisamente, referiu-se à aquisição com uma simples frase: “O pássaro está livre“, numa referência ao símbolo do Twitter, mas também às suas ambições já manifestadas anteriormente no sentido de acabar com as restrições ao discurso que atualmente existem – e que já levaram, por exemplo, à suspensão da conta do antigo presidente norte-americano após os ataques ao Capitólio.

A nova posição de Musk na empresa abre portas a um regresso, mas também de outros utilizadores cujo acesso foi restringido por violações nas diretrizes do discurso de ódio.

Ao longo dos últimos meses, Musk fez saber que um dos seus objetivos com a compra do Twitter seria aumentar a base de utilizadores e, consequentemente, o número de utilizadores, mas também eliminar os bots responsáveis pelo spam.

Outras promessas têm que ver com a disponibilização ao grande público dos algoritmos que determinam a forma como o conteúdo é apresentado aos e a criação de novos produtos, de forma a construir uma “super app”, da qual façam parte serviços de pagamento, comércio e mensagens diretas.

No outro lado da moeda, o também proprietário da Tesla já anunciou que sob a sua liderança iria proceder a uma vaga de despedimentos, uma ideia que tem tentado contrariar ao longo dos últimos meses. De acordo com o jornal Público, o Twitter tem cerca de 7500 funcionários.

Esta semana, na quarta-feira, o milionário já tinha protagonizado várias notícias, depois de ter entrado nas instalações do Twitter com uma pia nas mãos.

  ZAP //

5 Comments

  1. Se até no velho oeste dos Estados Unidos existia xerife e regras, como que Musk quer um Twiter de liberdade absoluta em tempos onde a mentira virou coisa boa, e a verdade é desprezada? Musk em seu narcisismo genioso e patológico já demonstrou estar do lado dos “grandes”: da Russia de Putin (contra a Ucrania, no mínimo), da China (contra Taiwan), afinal 50% da produçaõ dos seus carros são feitos na China. Ele também abre as portas para os “trumps” odiosos, racistas, psicopatas e sociopatas. Pior, ele tem muitos cúmplices. Nunca vi este Musk fazer um ato de caridade ou pró desencolvimento éticomoral das pessoas, tal como faz Bill Gates ou Leman. Muks é aquele rico doido do filme “Não olhem pra cima”. Quem viver, verá mais-ódio, mais desigualdade social-economica. Ele inventou uma nova forma de ser ditador, acima de governos.

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