Novo planeta anão descoberto no nosso Sistema Solar

JPL-Caltech/T. Pyle (SSC) / NASA

Conceito artístico do 2014 UZ224, o novo planeta anão do nosso sistema solar

Conceito artístico do 2014 UZ224, o novo planeta anão do nosso sistema solar

Uma equipa de cientistas norte-americanos identificou um novo planeta anão no Sistema Solar, a cerca de 13,6 mil milhões de quilómetros de distância do sol – quase o dobro da distância da maior lua de Plutão, Caronte (7,3 mil milhões de quilómetros).

O objeto, conhecido como 2014 UZ224, demora 1.100 anos a completar uma única órbita à volta do sol – e poderá juntar-se, em breve, ao grupo de cinco planetas anões que inclui Ceres, Eris, Haumea, Makemake e Plutão.

Os cientistas ainda não sabem qual é a direção da órbita do 2014 UZ224, mas destacam que é o terceiro objeto mais distante da estrela central do Sistema Solar.

O planeta anão foi descoberto por uma equipa de estudantes liderados pelo físico David Gerdes, da Universidade de Michigan, nos EUA.

Este objeto transneptuniano – para lá da órbita de Neptuno – foi detetado a partir de um enorme mapa de galáxias criado para um projeto chamado de Dark Energy Survey – que inclui a observação do céu uma vez por semana.

Enquanto que as estrelas e galáxias aparecem sempre no mesmo lugar, um objeto que esteja relativamente próximo da Terra, em órbita do sol, pode mover-se ao longo de uma ou algumas semanas.

A equipa usou um software de computador especializado para confirmar que o que estavam a observar era realmente um objeto – o que demorou anos.

Segundo David Gerdes, às vezes os especialistas observam algo que só voltam a conseguir observar duas semanas mais tarde, e que depois desaparece e só volta cinco noites depois.

“O problema de unir os pontos é muito desafiador”, destacou.

Planeta anão ou não, eis a questão

A descoberta foi confirmada pela União Astronómica Internacional, mas ainda não se sabe se o objeto irá ou não ser considerado um planeta anão do nosso Sistema Solar.

Tanto o 2014 UZ224 como outro planeta anão descoberto em julho, chamado 2015 RR245, preenchem os critérios necessários para serem considerados planetas anões – o mais importante é que seja grande o suficiente para se tornar redondo devido à sua própria atração gravitacional.

O notório “assassino de Plutão”, Mike Brown, astrónomo do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos EUA, explica que qualquer coisa maior que 400 km de diâmetro no Cinturão de Kuiper é redonda, e, portanto, poderia qualificar-se como um planeta anão.

Estima-se que 2014 UZ224 tenha um diâmetro de cerca de 530 km.

No entanto, a classificação de planetas anões é relativamente nova – foi criada em 2006, com a proposta de Brown para retirar Plutão – e pode ser subjetiva.

Alguns astrónomos poderão argumentar que o objeto recém-encontrado é demasiado pequeno para ser considerado um planeta anão, visto que o menor objeto que ganhou esse título foi Ceres, com 950 km de diâmetro.

Até hoje, apenas cinco planetas anões foram oficialmente reconhecidos, mas os cientistas desconfiam que existam centenas de outros à espreita no Cinturão de Kuiper, para lá da órbita de Netuno, repleta de cometas, asteróides e pequenos organismos planetários.

ZAP / Ciberia

PARTILHAR

RESPONDER

Conquistadores espanhóis usaram técnicas indígenas para construir as suas armas

Um novo estudo concluiu que os invasores espanhóis foram obrigados a aprender com os indígenas da Mesoamérica sobre a produção de cobre. Descobertas arqueológicas em El Manchón, no México, apoiam a ideia de que invasores espanhóis, desesperados …

Açambarcamento de medicamentos por Portugal? "É um total absurdo", diz Infarmed

O Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde reagiu à acusação feita por uma organização belga, que dizia que Portugal está a fazer um armazenamento excessivo de medicamentos essenciais para o tratamento …

Descoberto âmbar com 40 milhões de anos com duas moscas a acasalar

Há 40 milhões de anos, no supercontinente Gonduana, duas moscas que se encontravam a acasalar viram-se, inesperadamente, numa situação complicada. De alguma forma, este par de moscas de pernas longas (Dolichopodidae) ficou preso na seiva pegajosa …

40 marinheiros do porta-aviões Charles de Gaulle com sintomas de covid-19

Quarenta marinheiros do porta-aviões francês Charles de Gaulle apresentaram recentemente "sintomas compatíveis" com os da infeção pelo novo coronavírus e estão sob "observação médica reforçada", anunciou o Ministério da Defesa. "A partir de hoje, uma equipa …

Medidas para as prisões, apoios às empresas, suspensão de tarifas. Parlamento discute mais de 100 iniciativas

Medidas excecionais para prisões e banca, mais apoios às empresas ou à cultura ou a suspensão de propinas e das tarifas de gás e luz são alguns dos temas que vão passar esta quarta-feira pelo …

Trump tem "interesse financeiro" em farmacêutica que produz hidroxicloroquina (a sua "cura" para a Covid-19)

Donald Trump falou da hidroxicloroquina como uma potencial "cura milagrosa" para a Covid-19, apesar das recomendações contrárias de especialistas e da falta de estudos científicos válidos que confirmem os benefícios da substância. O The New …

Restos de bombas atómicas revelam longa vida dos tubarões-baleia

Cientistas estão a determinar a esperança de vida do maior peixe dos oceanos com a ajuda de testes de bombas atómicas realizados durante a Guerra Fria, entre os anos 50 e 60. Em perigo de extinção, …

Telescópio russo apanha o despertar de um buraco negro

O telescópio russo ART-XC do observatório espacial Spektr-RG detetou uma fonte brilhante de raios-X no centro da Via Láctea, que acabou por revelar ser o "despertar" do buraco negro 4U 1755-338. A descoberta ocorreu no passado …

O cometa interestelar 2I/Borisov partiu-se em dois

O cometa interestelar 2I/Borisov, o primeiro do seu tipo a ser descoberto em agosto do ano passado, começou a dividir-se em duas partes na semana passada. As imagens contínuas do telescópio espacial Hubble do objeto interestelar …

Estudo estima 471 mortes em Portugal até agosto (e que o pico foi atingido a 3 de abril)

De acordo com as estimativas do estudo, cerca de 151.680 pessoas vão morrer na Europa durante a "primeira vaga" da doença. Um estudo divulgado esta terça-feira nos Estados Unidos estima que a covid-19 venha a provocar …