O novo normal do próximo ano letivo: exames com menos matérias e turmas a funcionar por turnos

Rodrigo Antunes / Lusa

O Ministério da Educação está a trabalhar num novo modelo de exames adaptados ao contexto de pandemia e há ainda a possibilidade de as escolas desdobrarem as turmas.

De acordo com a edição desta quinta-feira do Público, os exames, que serão realizados no próximo ano letivo, vão envolver menos matérias obrigatórias. As opções terão por base os resultados dos exames realizados este ano – que serão analisados pelo Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) – e também dois documentos  um sobre o perfil dos alunos e outro intitulado Aprendizagens Essenciais.

Esta e outras decisões estão a ser analisadas pelo Ministério da Educação, avança o diário. A principal mudança em cima da mesa é desvincular os currículos das diferentes disciplinas do alinhamento dos exames, o que poderá permitir que estas provas tenham menos matéria obrigatória de avaliação.

Do ponto de vista da organização, a Direção-geral dos Estabelecimentos Escolares (DEGestE) emitiu um conjunto de orientações e medidas para apoiar a retoma das atividades letivas e não letivas em condições de segurança.

“Estas medidas aplicam-se à educação pré-escolar e às ofertas educativas e formativas dos ensinos básico e secundário, ministradas em estabelecimentos de ensino público, particular e cooperativo de nível não superior, incluindo escolas profissionais, públicas e privadas, bem como aos estabelecimentos das instituições do setor social e solidário que integram a rede nacional da educação pré-escolar”, lê-se no documento.

A prioridade é o regresso ao ensino presencial, mas os agrupamentos de escolas vão poder decidir qual o regime que melhor se aplicar às suas condições específicas. No fundo, isto significa que em áreas com maior densidade populacional – e, por isso, mais alunos, uma mesma turma poderá ser dividida em vários turnos.

“Sempre que se revele necessário, as escolas podem promover a reorganização dos horários escolares, designadamente o funcionamento das turmas em turnos de meio dia, de forma a acomodar a carga horária da matriz curricular”, referem as orientações acima referidas.

Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), considera que o funcionamento das escolas em horários duplos, com aulas de manhã para umas turmas e de tarde para outras, pode “ser um risco para contenção da covid-19”.

Segundo o responsável, citado pelo Público, a solução também implica constrangimentos para as famílias, pelo que os diretores acreditam que serão poucos os agrupamentos a segui-la.

Também está a ser analisada a possibilidade de alargamento do horário de funcionamento das escolas, “de forma a conciliar o desenvolvimento das atividades letivas e formativas com as orientações das autoridades de saúde” e uma “gestão dos espaços que assegure o cumprimento das orientações das autoridades de saúde”.

ZAP //

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