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Adeus ar condicionado. Novo “papel de arrefecimento” mantém as casas frescas

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Ruby Wallau / Northeastern University

Um novo material criado em laboratório permite baixar a temperatura da divisão de uma casa em até dez graus. Não requer eletricidade e é 100% reciclável.

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O ar condicionado é — à escala mundial — um dos grandes responsáveis pelo aumento do efeito de estufa.

É por isso importante arranjar alternativas ao ar condicionado e formas de reduzir o seu uso. Isso não significa que tenham que ser totalmente substituídos para bem do ambiente. O ar condicionado pode articular-se com estratégias de edifícios de baixo consumo energético e com sistemas solares fotovoltaicos, ou outras fontes de energia renovável.

É aqui que entra a nova invenção de um cientista chinês, que criou um material que reflete os raios do Sol nos telhados e até absorve o calor de casas e edifícios e irradia-o. Surpreendentemente, é feito de papel reciclável, conta o Free Think.

Com as temperaturas a aumentarem a nível mundial, cada vez mais pessoas optam por instalar ar condicionado. Na China, por exemplo, há mais aparelhos de ar condicionado do que casas. Além de ser mau para o ambiente, o ar condicionado é dispendioso e gasta muita eletricidade.

Foi com isto em mente que Yi Zheng criou o material que chama de “papel arrefecedor”. O investigador chinês espera que um dia as pessoas embrulhem as suas casas neste material para evitar que sobreaqueçam.

Não requer eletricidade, é 100% reciclável e pode reduzir a temperatura de uma divisão em até dez graus centígrados. O papel tem a capacidade de repelir calor uma vez que é produzido com o material que compõe o teflon, um plástico que que não deixa o ovo estrelado colar à frigideira e que foi usado nas válvulas da bomba atómica lançada em 1945 em Hiroshima.

Zheng até tentou reciclar o seu papel para refazer uma nova folha e descobriu que não perdia a potência de arrefecimento no processo.

“Fiquei surpreendido quando obtive o mesmo resultado”, disse Zheng. “Achamos que haveria talvez 10%, 20% de perda, mas não”.

  Daniel Costa, ZAP //

6 Comments

  1. Em Portugal há mais de 2.500 anos que “inventámos” um material com características semelhantes. Chama-se Cortiça!

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