Nova Iorque prestes a tornar-se o primeiro estado norte-americano a penalizar a remoção das unhas dos gatos

Nova Iorque está prestes a se tornar no primeiro estado norte-americano a proibir e a penalizar a remoção das unhas dos gatos, prática que os legisladores e os defensores dos animais afirmam não trazer nenhum benefício para os felinos.

O projeto, aprovado na terça-feira por ampla margem na Assembleia Democrata e no Senado, também de maioria democrata, impõe uma multa de mil dólares (cerca de 889 euros) aos veterinários que realizarem o procedimento para fins não médicos, noticiou o Science Alert na quarta-feira.

Isso significa que os donos de animais de estimação no estado não poderão mais pedir aos veterinários a remoção das unhas dos seus gatos por razões cosméticas ou estéticas.

Linda Rosenthal, uma das legisladoras que defendeu a medida, ficou visivelmente exultante após a votação. A mesma já se havia manifestado contra esse ato cirúrgico, condenando a sua natureza invasiva. “Não é como fazer uma manicure ou pedicure. É um procedimento cirúrgico brutal”, disse em comunicado.

“Os dias em que este procedimento é oferecido de maneira arrogante para a conveniência dos proprietários, com o intuito de proteger sofás e cortinas, estão contados”, acrescentou.

A legisladora, assim como outros defensores do projeto, afirmou que a onicectomia (cirurgia para remoção completa das unhas dos gatos) pode causar complicações duradouras nos felinos.

O diretor da Humane Society of United States, Brian Shapiro, que defende a implementação da nova lei, explicou que o procedimento requer a amputação do último segmento ósseo dos dedos dos gatos. Segundo o próprio, isso pode ser comparado a cortar a ponta de um dedo humano. Para o responsável, a legislação é uma “grande vitória”.

Estimativas mostram que 25% dos gatos nos Estados Unidos foram submetidos a essa cirurgia, com os veterinários geralmente divididos na sua opinião sobre o assunto.

A Sociedade de Medicina Veterinária de Nova Iorque, por exemplo, argumentou que o procedimento deveria ser permitido se o gato estiver a utilizar as unhas de forma destrutiva ou caso haja risco potencial à saúde das famílias que tenham pessoas com sistema imunológico debilitado.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças, por sua vez, recomendam métodos de saneamento e de propriedade seletiva de animais de estimação ao invés da onicectomia.

Em entrevista ao Washington Post, em 2017, o veterinário Ron Gaskin, do Minnesota, afirmou que a prática foi amplamente adotada nos EUA, apesar da falta de escrutínio sobre o procedimento. “A segurança a longo prazo nunca foi investigada, nem se [o procedimento] gerou dor mais tarde”, disse.

De acordo com Linda Rosenthal, várias cidades norte-americanas e a maioria das províncias do Canadá proibiram a onicectomia. O procedimento também é proibido na Grã-Bretanha, na Alemanha, na Áustria, na Suécia e em vários outros países.

Reconhecendo que Nova Iorque está a liderar o caminho a nível estadual, espera que os outros estados sigam o exemplo. Até à data, legisladores dos estados da Califórnia, de Nova Jersey, do Massachusetts, de Rhode Island e de West Virginia estão a pressionar para aprovar uma lei semelhante.

O projeto será agora entregue ao governador Andrew M. Cuomo, que irá rever a medida antes de tomar uma decisão, lê-se ainda no Science Alert.

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