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Nova Iorque alvo de aumento recorde de casos de doença rara transmitida por ratos

Uma doença bacteriana rara, espalhada através da urina de rato, está a assolar a cidade de Nova Iorque. Este ano, pelo menos 15 pessoas terão contraído a doença. Destas, 13 foram hospitalizadas e uma morreu.

A Leptospirose, ou, na sua forma mais grave, a doença de Weil, é causada pela bactéria Leptospira, transmitida aos humanos através da urina infetada de vários animais. A maioria das infeções desenvolve-se após o contacto direto com a urina, mas também pode ser o resultado do contacto com água doce ou solo contaminados, explica o IFL Science.

Os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) estimam que haja cerca de um milhão de casos em todo o mundo todos os anos, e cerca de 59 mil mortes. Ainda assim, os casos são raros nos Estados Unidos e ainda mais raros em Nova Iorque.

Entre 2006 e 2020, só foram detetados 57 casos de leptospirose na cidade que nunca dorme, o que torna o pico deste ano altamente irregular. Na semana passada, foi confirmado que, pelo menos, 15 habitantes de Nova Iorque estão infetados com a doença, um número muito alto tendo em conta o histórico de infeções na cidade norte-americana.

O Departamento de Saúde de Nova Iorque emitiu, em setembro, um parecer público na sequência do 14.º caso detetado.

A maioria dos casos da doença envolve sintomas semelhantes aos da gripe, como febre, arrepios, dores musculares e dores de cabeça. Se, por um lado, alguns infetados podem não apresentar qualquer sintoma, outros podem ter vómitos, diarreia ou icterícia. O portal salienta ainda que é raro que se desenvolva uma doença grave.

A grande maioria das pessoas que contraíram a infeção este ano foram hospitalizadas com insuficiência renal e hepática aguda e duas tiveram graves problemas pulmonares. Só uma pessoa foi infetada durante as suas viagens – as restantes foram expostas a ambientes com infestações de ratos.

O Departamento de Saúde aconselha os habitantes a evitar o contacto com os roedores, incluindo áreas onde os animais possam ter urinado. Se não for possível, recomenda-se a limpeza destas áreas.

Os nova-iorquinos estão também a ser aconselhados a comunicar infestações às autoridades de saúde pública.

  ZAP //

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