Nova Iorque paga 155 mil dólares por ano a “czarina dos ratos” para erradicar roedores

NYC Mayor's Office

A câmara de Nova Iorque contratou uma ex-professora para travar um dos maiores e mais antigos inimigos da metrópole, as ratazanas.

Todos os presidentes de câmara de Nova Iorque travaram esta guerra e a maioria perdeu-a.

Agora, Eric Adams apostou numa ex-professora e ativista antirratos, designando-a como responsável pela mitigação de roedores, noticiou a agência Associated Press (AP).

Kathleen Corradi tem a tarefa de combater os potencialmente milhões de ratos que se encontram em cantos e recantos urbanos, túneis de metro e terrenos baldios.

De acordo com a CNN, a cidade vai pagar um salário de 155 mil dólares por ano a Kathleen Corradi, a quem chamam de “czarina dos ratos”.

A cidade promoveu este emprego com um anúncio onde procurava candidatos “sedentos de sangue”, possuidores de “instintos assassinos” e que poderia comprometer-se com o “abate em grande escala” de ratos.

“Quando vi o anúncio de emprego pela primeira vez, não tinha a certeza se era real. ‘Sede de sangue’ não é uma palavra que você normalmente se vê numa descrição de trabalho e certamente não é uma palavra que eu costumo [utilizar para] me descrever”, explicou Corradi durante uma conferência de imprensa no parque de Harlem.

“Vocês vão ver-me muito e muitos menos ratos”, assegurou.

Os ratos há muito que atormentam a cidade, sendo uma das principais preocupações da população, juntamente com o crime, a falta habitações e os preços dos alugueres das casas.

Nenhuma armadilha ou veneno conseguiu reduzir totalmente os seus números, sendo que os ratos prosperaram em túneis de metro e tocas em terrenos baldios e parques da cidade.

“Os ratos são inteligentes, são resilientes. Muitos de nós vivemos em comunidades onde os ratos pensam que mandam na cidade”, sublinhou Eric Adams, um democrata.

No ano passado, os nova-iorquinos ligaram quase 3,2 milhões de vezes para a linha destinada a avistamentos de ratos, número um pouco abaixo do máximo de reclamações em 2021.

ZAP // Lusa

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