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Uma dança de gás e poeira. Nova imagem da Nebulosa Carina mostra formação de estrelas

Patrick Hartigan/Rice University

Nebulosa Carina

Uma equipa de astrónomos obteve a imagem mais detalhada de sempre da Nebulosa Carina, uma espessa e brilhante nuvem de gás e poeira na qual as estrelas se formam ativamente.

Com a ajuda do Observatório Internacional Gemini-Sul, no Chile, uma equipa de cientistas conseguiu obter imagens detalhadas do nascimento de estrelas na Nebulosa Carina. As imagens foram divulgadas na segunda-feira e mostram uma “dança” de gás brilhante e poeira ao longo da borda da nebulosa.

Segundo o Sci-News, a equipa, liderada por Patrick Hartigan, da Rice University no Texas, utilizou uma câmara com ótica adaptativa, que corrige a distorção causada pela atmosfera da Terra.

Com esta técnica, os cientistas conseguiram obter imagens com uma resolução dez vezes maior e cerca de duas vezes mais nítidas do que as imagens do Telescópio Hubble no mesmo comprimento de onda. A equipa publicou um artigo científico onde detalha o processo no The Astrophysical Journal Letters.

Patrick Hartigan/Rice University

Nebulosa Carina

As nebulosas são as melhores regiões do Universo para investigar o nascimento de estrelas. Nestas regiões de gás e poeira, as estrelas aglutinam-se, aquecem e começam a brilha.

O mesmo se verifica na Nebulosa Carina, localizada no hemisfério celestial sul. Contudo, as regiões formadoras de estrelas estão “escondidas” por poeira, sendo apenas possível observá-las através de observações de luz quase infravermelha.

A imagem representa a observação mais nítida já feita de como as estrelas jovens e massivas podem afetar a região onde estão e a influência que têm na formação de estrelas e planetas. “É possível que o Sol se tenha formado em tal ambiente. Nesse caso, a radiação e os ventos de qualquer estrela massiva próxima teriam afetado as massas e as atmosferas dos planetas externos do Sistema Solar”, explicou Hartigan.

Esta nebulosa é 500 vezes maior em área real do que a mais conhecida Nebulosa de Órion, o que a torna uma candidata ideal para investigar a formação de estrelas.

  ZAP //

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