Nova aplicação controla vício pelo telemóvel

Team Menthal / YouTube

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Seja em casa, no autocarro, no metro ou mesmo durante o jantar, os smartphones estão sempre por perto, prontos para satisfazer as necessidades dos seus utilizadores. 

Preocupados em identificar até que ponto o “vício por telemóveis” pode ser prejudicial para a saúde, cientistas da Universidade de Bona, na Alemanha, criaram uma aplicação que promete medir o seu vício.

Disponível para Android, o “Menthal” controla o tempo que o utilizador está ao telemóvel, analisando quais as aplicações e comandos mais utilizadas no smartphone. Seguidamente, organiza estatisticamente as informações recolhidas, mostrando se o aparelho está a ser usado de forma exagerada ou não.

Menthal / Google Play Store

Interface do Menthal, aplicação que promete "controlar" o seu vício por telemóveis

Interface do Menthal, aplicação que promete “controlar” o seu vício por telemóveis

De acordo com um estudo de mercado feito pela Flurry, em média os utilizadores de smartphones passam 2 horas e 38 minutos por dia com os seus telemóveis.

Para comprovar estes resultados, uma equipa de psicólogos e cientistas de informática liderados por Alexander Markowetz, professor de Ciências da Informática, estudou durante 6 semanas o comportamento de 50 estudantes ao usarem  smartphones.

Durante este período, mais de um quarto dos estudantes usaram o telefone por mais de duas horas por dia. Além do tempo de uso, gastaram cerca de 12 minutos diários a verificar os telemóveis – em média, 80 vezes por dia.

A maioria dos alunos usaram o telemóvel para enviar mensagens, aceder às redes sociais e jogar.

O “Menthal” baseia-se nas actividades desempenhadas pelos utilizadores para determinar os resultados. Por exemplo, caso o utilizador passe muito tempo no Facebook através do telemóvel, a trocar mensagens com amigos, a aplicação vai perceber o comportamento como algo positivo. O uso da rede social pode mostrar que a pessoa mantém um círculo de amizade activo, o que contribui para a boa disposição do utilizador e seu estado de espírito.

“Suspeitamos que o uso pode mudar durante uma fase depressiva. Os pacientes farão menos ligações e tenderão a sair menos de casa”, explica à CNET o professor Thomas Schläpfer, líder da equipa que criou a app.

“Se isso pudesse ser monitorizado – com a permissão dos utilizadores e de acordo com as leis de privacidade – poderia ajudar os médicos a prever algumas intervenções”, acredita o professor.

Veja aqui o vídeo de apresentação da aplicação e faça download da versão Beta no Google Play Store. Mas antes, fica a questão: está a controlar o seu telemóvel ou a ser controlado/a pelo seu telemóvel?

 

Adriano Padilha, ZAP

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