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Noruegueses anti-islamismo confundem assentos de autocarro com burkas

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Os membros do grupo norueguês “Fedrelandet viktigst” – Pátria primeiro, em português – confundiram uma fotografia de um autocarro vazio com mulheres de burka e o ódio foi lançado na internet.

Nas redes sociais, a fotografia de um autocarro vazio cujos assentos tinham sido cobertos com capas negras deu que falar. Tudo porque um grupo de noruegueses assumidamente anti-imigrantes confundiu as capas negras com mulheres a usarem burka.

No facebook, local onde a fotografia foi partilhada, apressaram-se a criticar e a deixar comentários de ódio às “mulheres” de burka. Aproveitaram ainda o espaço para criticar a crescente “islamificação” da Noruega.

Membro atrás de membro iam falando sobre como aquele cenário era “assustador” e “trágico“. Outros criticaram como é que tal poderia estar a acontecer na Noruega – apesar de não ter acontecido – e mostraram ainda preocupação por os “passageiros” poderem carregar “armas e bombas” consigo.

“É muito assustador. Deviam ser banidos. Nunca se sabe quem está por baixo da burka, podem ser terroristas com armas”, “Alguém que os tire do nosso país. Vivemos um tempo terrível”, ou “Eu só imaginei isto no ano de 2050, mas, infelizmente, está a acontecer agora!”, foram alguns dos muitos comentários de ódio que se fizeram no facebook a mulheres de burka que, afinal, eram apenas assentos de autocarro cobertos.

  ZAP //

5 Comments

  1. Não compreendo qual o espanto. Afinal, e histeria de ultra-nacionalistas à parte, a verdade é que, mais do que preocupar o sentimento islamofóbico, o que não deixa de merecer atenção é o facto de trajando tais vestes as “senhoras” muçulmanas não se parecerem com nada!
    Debaixo das capas, estavam assentos de autocarro. Mas, também podiam estar de facto senhoras, senhores, terroristas suicidas, ou outra coisa qualquer. Não é possível sabermos…
    As ciências comportamentais ensinam, e essa é também uma regra de experiência comum, que quem se esconde/camufula, atrás de barbas, óculos escuros, e outros adereços tem algo a esconder. São factos e não opiniões.
    Se os assentos de um autocarro foram usados para provocar (e o intuito de uma tal composição não pode ter sido outro – a tese do acaso não pode colher) os ânimos dos nacionalistas islamofóbicos, não podem queixar-se por ter cumprido os seus objectivos.
    Podem argumentar que, cada qual vê o que quer. Podem argumentar que os pré-conceitos destes senhores os levam a ver muçulmanas de burka. É aceitável. Mas também o é a ideia que debaixo de uma burka e oculta por ela qualquer outra pessoa não pode saber o que lá está. E o que lá está pode ser uma faca, uma bomba, uma pistola/metralhadora, ou uma simples e inofensiva muçulmana.
    A questão é: apostavam a vossa vida nessa incerteza? Eu cá, sei que não!

  2. Se ficaram assustados e preocupados o caso não é para menos tendo em consideração o rumo que a Europa está a tomar!.

  3. “Quem vê caras não vê corações” – é o que diz o ditado…
    Mas, “quem não vê caras, não vê nada…”

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