Nobel da Medicina atribuído a Svante Pääbo pelas descobertas sobre a evolução humana

Hubert Burda Media / Flickr

O cientista Svante Paabo, ao centro

O cientista sueco Svante Pääbo foi distinguido com o Prémio Nobel da Fisiologia ou Medicina de 2002 pelas “suas descobertas sobre os genomas de hominídeos extintos e a evolução humana”.

Avançando a informação disponibilizada esta segunda-feira pelo comité do Nobel no Instituto Karolinska, em Estocolmo, na Suécia, o Público lembrou uma entrevista de 2019 ao cientista. Nessa altura, o jornal lembrou que muita coisa havia mudado desde que Pääbo, em 1997, publicou o seu artigo onde apresentava o primeiro fragmento do genoma de um neandertal, espécie de humanos extinta.

Em 2010 foi identificada uma nova espécie extinta de humanos, os denisovanos, e em 2013 foi publicado o genoma completo da mulher neandertal estudada pela equipa de Pääbo, que, em 2019, se dedicava a estudar uma nova espécie que também entra na história do nosso ADN ancestral, o Homo floresiensis, encontrado na Indonésia.

“Acredito que vamos descobrir outras espécies extintas de humanos”, referiu o investigador ao Público.

Em 2021, o prémio foi atribuído aos investigadores David Julius e Ardem Patapoutian “pelas suas descobertas de recetores para a temperatura e o tato”. Tanto nesse ano como neste, notou o Público, esperava-se que fossem distinguidos cientistas envolvidos na luta contra o SARS-CoV-2.

Entre 1901 e 2020, 222 cientistas receberam esse prémio, 12 dos quais mulheres. Frederick G. Banting recebeu o galardão aos 32 anos, pela descoberta da insulina, em 1923. Francis Peyton Rous, na altura com 87 anos, recebeu em 1966 por estudos sobre o cancro animal.

Em 1945, o neurologista português Egas Moniz partilhou o prémio com o fisiologista suíço Walter Rudolf Hess, com quem desenvolveu a técnica da leucotomia pré-frontal.

Na terça e quarta-feira serão conhecidos os prémios nas áreas da Física e da Química; na quinta-feira da Literatura e da Paz e, na próxima segunda, da Economia.

O Prémio Nobel foi criado em 1895 por Alfred Nobel, tendo sido distinguidas até à data 975 pessoas. Entre os vencedores há 59 mulheres. Os galardões são atribuídos anualmente pela Academia Real das Ciências da Suécia, pelo Comité do Nobel e pelo Instituto Karolisnka.

  ZAP //

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