A assustadora Nebulosa de Tarântula foi captada em todo o seu esplendor

ESO/IDA/Danish 1.5 m/R. Gendler, C. C. Thöne, C. Féron, and J.-E. Ovaldsen

A assustadora Nebulosa de Tarântula, ou NGC 2070, uma das galáxias mais próximas de nós

Um grupo de astrónomos europeus obteve a imagem mais nítida até agora da Nebulosa de Tarântula – uma paisagem cósmica repleta de aglomerados de estrelas, nuvens brilhantes de gás e vestígios de um supernova na Grande Nuvem de Magalhães, a 160 mil anos luz de distância do planeta Terra.

Segundo informou esta quarta-feira em comunicado o Observatório Europeu do Sul, ESO, o telescópio de rastreamento VST, instalado no Cerro Paranal, no deserto do Atacama, no Chile, conseguiu captar com grande detalhe a Nebulosa de Tarântula, que representa a região estelar mais brilhante e energética das 50 galáxias mais próximas da Via Láctea, o chamado Grupo Local.

A imagem permite definir o formato da Tarântula, uma formação estelar que se estende por mais de 1000 anos de luz dentro da Grande Nuvem de Magalhães, uma das galáxias mais próximas da Via Láctea, e que tem como centro o gigantesco e jovem aglomerado estelar NGC 2070.

O astrónomo francês Nicolas Louis de Lacaille foi o primeiro a registar o brilhante esplendor da Nebulosa de Tarântula, em 1751, da qual agora podem ser mapeados elementos como o NGC 2070, que dá nome a uma região que contém algumas das estrelas mais massivas e luminosas detectadas desde sempre.

Parte desta nebulosa é o chamado “Cavalo Marinho“, uma “gigantesca estrutura de poeira escura” com uma extensão de aproximadamente 20 anos luz, que os astrónomos prevêem que desaparecerá no próximo milhão de anos como consequência da luz e dos ventos emitidos por estrelas em formação.

O telescópio conseguiu mapear também o antigo aglomerado de estrelas Hodge 301, onde se calcula que pelo menos 40 estrelas tenham explodido como supernovas, libertando grande quantidade de gás na região.

Outros elementos captados na imagem são a superbolha SNR N157B, um remanescente de supernova, e a famosa SN 1987A, a primeira supernova captada com telescópios modernos, em 1987, uma das mais brilhantes desde a supernova observada por Johannes Kepler em 1604, que brilhou com a potência de 100 milhões de sóis durante meses.

A captação desta imagem tão nítida foi possível através do uso de uma câmara OmegaCAM de 256 megapixels, com a ajuda de diversos filtros, entre os quais um filtro concebido com o objectivo de isolar o brilho vermelho do hidrogénio ionizado.

ZAP // EFE

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