Naufrágio da Caparica devido a velocidade excessiva

Joe Mabel/ wikimedia

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A velocidade excessiva terá sido a causa do acidente que, a 21 de dezembro, provocou a morte de seis pessoas, quando um barco de recreio naufragou na zona da Costa de Caparica, segundo o relatório técnico hoje divulgado.

No documento, feito pelo Gabinete de Prevenção e de Investigação de Acidentes Marítimos, dá-se relevância também ao facto de nenhum dos tripulantes ter o colete de salvação posto na altura do acidente. “Estes [coletes] teriam seguramente contribuído para um desfecho menos trágico do acontecido”, diz o relatório.

O acidente aconteceu no final da tarde de 21 de dezembro passado, quando sete homens regressavam a Lisboa, depois de terem passado o dia a fazer pesca desportiva na zona do Cabo Espichel. Uma onda virou a embarcação (“Cochicho”) e, dos sete tripulantes, apenas um sobreviveu.

O relatório hoje divulgado explica que os sete homens (da região do Barreiro) iniciaram a viajem de regresso cerca das 16:00 e que, entre as 17:00 e as 17:30, uma onda maior “ergueu a embarcação, adornou-a a estibordo e rebentou sobre ela, virando-a”.

É agora também revelado que, quando do acidente, na cabine viajavam quatro dos homens e que os outros três estavam sentados no banco da proa. Quando o barco virou quatro dos homens ficaram agarrados (ao barco), durante cerca de uma hora e meia, e os outros três não voltaram a ser vistos até serem recolhidos já mortos na praia.

“Entretanto um dos náufragos que se encontrava agarrado à embarcação decidiu nadar para terra, tendo conseguido alcançar a praia do ´CDS´, na Costa da Caparica, pelas 19:30”, onde foi socorrido e foi dado o alerta, diz o documento, no qual se afirma também, citando a única testemunha, que outros dois tripulantes também tentaram nadar para terra.

Os seis corpos foram recolhidos na mesma noite do acidente e a embarcação encontrada a cerca de um quarto de milha da orla da praia. Nela estava todo o equipamento de segurança que estava obrigada a transportar, com exceção de uma boia e do motor auxiliar.

“Todo o material estava em conformidade com a regulamentação em vigor, cumprindo os requisitos de validade impostos. Verificou-se também que todo ele se encontrava guardado no interior da cabine da embarcação, ou seja, nenhum estava colocado em local de rápida e fácil utilização ou de atuação automática em caso de naufrágio, em particular a balsa insuflável que a embarcação transportava”, diz o relatório.

A não utilização dos coletes “contribui para o esgotamento” das forças dos tripulantes durante o período que tentaram sobreviver junto da embarcação, e para que só um alcançasse terra, afirma também o relatório.

/Lusa

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