NASA vai acabar com programa que monitoriza gases com efeito estufa na Terra

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Após décadas de degradação, a camada de ozono está a recuperar

A agência espacial norte-americana NASA vai terminar o programa que monitoriza o dióxido de carbono e o metano na atmosfera, disse um porta-voz, na sequência de um artigo publicado na revista Science.

No artigo, publicado na quinta-feira, a Science denunciou que a Casa Branca tem “matado silenciosamente” um programa da NASA que monitoriza os níveis de dióxido de carbono e o metano na atmosfera, gases responsáveis pelo efeito de estufa.

“A administração do Presidente dos Estados Unidos Donald Trump tem matado calmamente” o programa Carbon Monitoring System (CMS) da agência espacial norte-americana, escreveu a revista Science.

O CMS procura fontes de emissão e de fuga de dióxido de carbono, que provocam o efeito estufa no planeta Terra, explicou a revista norte-americana.

Segundo o mesmo artigo, a NASA “recusou-se a explicar a razão para o cancelamento deste programa, referindo apenas as restrições orçamentais e a existência de prioridades mais urgentes, no orçamento para a ciência”.

De acordo com o porta-voz da NASA, o Presidente dos Estados Unidos tentou cancelar no ano passado cinco programas da agência, incluindo o CMS.

A mesma fonte declarou que, após uma longa deliberação, o Congresso decidiu manter o financiamento para quatro dos cinco programas, mas o programa CMS acabou por ser removido.

Os subsídios já atribuídos serão honrados, mas nenhum novo estudo será lançado, apontou o artigo da Science.

O cancelamento deste programa pode ameaçar o controlo das emissões de gases de efeito de estufa dos países que estão no acordo de Paris, declarou o diretor do Centro Internacional de Políticas para o Meio Ambiente da Universidade Tufts nos Estados Unidos, Kelly Sims Gallagher.

“Se não podermos medir as reduções de emissões, não podemos confiar que os países estão cumprir o acordo”, disse.

Em meados do ano passado, Trump anunciou a retirada do país do Acordo de Paris, argumentando que o pacto põe em “permanente desvantagem” a economia e os trabalhadores norte-americanos.

Com esta decisão, os Estados Unidos cessaram todas as implementações dos seus compromissos climáticos fixados em Paris, que incluem a meta proposta pelo ex-presidente Barack Obama de reduzir até 2025 as emissões de gases de efeito de estufa entre 26% e 28% em relação aos níveis de 2005.

Concluído em 12 de dezembro de 2015 na capital francesa, assinado por 195 países e já ratificado por 147, o acordo entrou formalmente em vigor a 4 de novembro de 2016, e visa limitar a subida da temperatura mundial através da redução das emissões de gases com efeito de estufa.

ZAP // Lusa

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4 COMENTÁRIOS

  1. Preocupação pela economia e trabalhadores dos EUA ?
    Ok ! Pode ser que daqui a umas décadas nem economia nem trabalhadores existam.
    Os EUA e o comportanto propotente e altruista que permanece em muitas cabeças republicanas serão o maior
    culpado das alterações ambientais mas acho que só verão isso quando fôr tarde demais , quando Manhattan estiver debaixo de água ou haver uma grande catástrofe na Casa Branca.
    Até isso acontecer, nada será feito.
    Equiparo estas pessoas como o Trump que diz é uma mentira as alterações climatéricas aos terraplanista que em pleno sec. XXI ainda afirmam que a terra é plana.
    Só nos resta no final rir porque de precocupações já estamos nós cheios no dia a dia.

  2. Provavelmente teremos que esperar que um candidato com mais do que um neurónio, como é o caso do Trimp, ganhe as eleições e consiga reverter as patetices. Podemos sempre dar uma ajuda influenciando os resultados mais do que a Rússia. Com este tipo de postura acabamos rapidamente com o planeta e os seus recursos.

  3. Isto deve ser algumas boas ideias que estão colocando em prática. Ja temos quase tudo para fazer grande nosso lar.
    Só precisamos de uma partícula de boa vontade, estou desconfiado disto e ja da pra ver que tudo muda quando entendemos.

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