Cientistas britânicos não conseguem provar que veneno usado seja russo

Tribunal Militar de Moscovo / TASS

Sergei Skripal, antigo espião russo recrutado pelos serviços secretos britânicos.

Embora cientistas de um labortório britânico tenham identificado a substância como sendo Novichok, não foi possível determinar a sua origem.

Os cientistas britânicos do Laboratório de Ciência e Tecnologia para a Defesa de Porton Down, em Salisbury, no sul de Inglaterra, não foram capazes de determinar a origem do agente nervoso novichok, usado para envenenar Sergei e Yulia Skripal.

De acordo com o Expresso, Gary Aitkenhead, diretor do laboratório, afirmou que a substância precisa de métodos extremamente sofisticados para ser criada, “o que só pode ser conseguido dentro das capacidades do setor estatal“. A substância foi oficialmente classificada como novichok, um dos mais potentes agentes químicos conhecidos.

No entanto, não foi possível ainda identificar a origem do veneno. “Não conseguimos identificar a origem específica, mas enviámos ao governo todas as informações científicas, que o governo já cruzou com as suas outras fontes”, disse.

Embora seja uma “não descoberta”, representa uma grande vitória para os russos, que sempre negaram estar por trás do ataque contra o ex-espião. O caso Skripal e as suspeitas do envolvimento russo no envenenamento, estão na origem de uma vaga de expulsões de diplomatas em vários países.

Até ao momento, foram expulsos mais de 120 diplomatas russos, alguns suspeitos de serem de facto espiões, de mais de 20 países ocidentais.

Aitkenhead não garantiu se o seu laboratório tem desenvolvido ou armazenado a substância, mas garantiu que a acusação dos russos de que o químico novichok tenha tido origem dentro da própria unidade de Porton Down “não faz sentido” porque “não há forma alguma de que qualquer químico tenha saído destas quatro paredes”.

O envenenamento aconteceu no dia 4 de março, na cidade de Salisbury. O ex-espião continua em estado crítico, mas a filha recuperou na semana passada e está consciente, segundo as autoridades.

ZAP ZAP //

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6 COMENTÁRIOS

  1. Uma alternativa ao boicote da Copa do Mundo …

    Outra possibilidade é pressionar a FIFA para tomar a iniciativa agora de impedir a Rússia de sediar e cancelar a Copa do Mundo FIFA 2018. Ao mesmo tempo, a FIFA anuncia que o torneio será realizado no próximo ano, em 2019 – em outro país.

    Como um evento em 2019 não coincidiria com o tradicional período de quatro anos, ele serviria como um lembrete histórico global da condenação internacional dos ataques do Estado russo. No entanto, o time de futebol russo está autorizado a participar da próxima competição se optar por fazê-lo.

    Este cenário, claro, inclui a Copa do Mundo da FIFA 2022 no Qatar, como planejado anteriormente.

    No entanto, recomenda-se host alternativo 2019 e não europeu – para dissipar as alegações da teoria da conspiração russa, então talvez ele pode ser submetido aos ex-finalistas – Argentina?

    • Ou seja, na tua opinião, culpa-se, mesmo sem provas.

      Parabéns ao governo Português que se recusou a correr com os Russos antes de haver provas, na fotografia ficam mal os que se esqueceram da velha máxima, a presunção de inocência até prova contrária

  2. Alguém com dois dedos de testa conseguia chegar logo a esta conclusão. Eu cheguei.
    O que dá nisto é a febre de querer acusar a Rússia de bicho papão porque convém. Há de ser sempre o bode expiatório.
    Portugal fez bem em não se meter nesta “guerra”.

  3. Pois possivelmente irá ser difícil chegar-se a uma certeza no entanto ninguém acreditará que o mal veio de Marte e portanto tendo em conta a origem das pessoas afectadas mais o comportamento russo em anteriores casos penso que não será muito difícil de desconfiar de onde vem o mal!.

  4. O que é certo como disse muito bem o Paulo, é que o nosso Governo foi singularmente prudente em não meter a carroça à frente dos bois, ao contrário do que disse o gordo anorético do Rangel.

  5. Pois, vamos lá com calma!

    Nunca seria possível provar a origem de um composto químico. Os átomos que compõem qualquer elemento químico, isto é, o Carbono, Oxigénio, Hidrogénio, Azoto, Enxofre, etc., etc., são iguais em todo o lado.
    Um dado elemento químico (ou, se quisermos ser mais rigorosos, um dado isótopo de um dado elemento químico) é igual aqui, na china, no polo norte, na lua, em marte, na galáxia vizinha ou em qualquer outro lado, não há qualquer diferença! E também consta que os compostos (vulgo moléculas) tenham etiquetas do tipo “made in…”.
    Assim, apenas com base na análise da composição e estrutura de um composto químico, nunca seria possível provar a origem desse mesmo composto químico. Julgar que sim é demonstrativo da iliteracia científica de quem vincula essa informação. Espanta-me que altos cargos políticos e os meios de comunicação social tenham alimentado essa ideia junto da opinião pública…

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