Festival Eurovisão com (grandes) mudanças

Júri deixa de entrar nas contas, nas meias-finais. E outros países vão poder votar na final. Três países já desistiram da próxima edição.

O Festival Eurovisão da Canção 2023 vai ter “grandes mudanças” no sistema de votação.

As palavras foram escolhidas pela União Europeia de Radiodifusão (EBU), no anúncio publicado nesta terça-feira.

Destaca-se o fim de júris convidados nas duas meias-finais. Ou seja, no próximo ano quem vai decidir quem segue para a final são apenas os telespectadores (era um sistema 50%-50% desde 2009).

Ao todo, o público vai definir 20 países finalistas – 10 em cada meia-final – que se vão juntar aos sempre qualificados Big 5 (Reino Unido, Itália, França, Alemanha e Espanha) e à detentora do troféu, Ucrânia.

Na final mantém-se o sistema de votação repartido entre o júri de profissionais e os telespectadores.

Há outra novidade: os habitantes de países que não participam no festival também vão poder votar (através da internet, utilizando cartão de crédito nacional), quer nas meias-finais, quer na final. E os seus votos vão contar tal como os votos dos países representados no palco.

A EBU também tenta reagir às irregularidades verificadas na segunda meia-final da última edição: “Seguindo a natureza sem precedentes das irregularidades de votação do júri observadas no concurso de 2022, foi criado um grupo de trabalho de membros da EBU para procurar maneiras de proteger a integridade do evento. As suas recomendações foram então aprovadas pelo Grupo de Referência, pelo Conselho Directivo do Concurso e pelo Conselho Executivo da UER” – mas não há mais detalhes.

Vai haver menos três países a participar no Festival Eurovisão 2023. Dos 40 que estiveram em Turim em Maio, estarão 37 porque Macedónia do Norte, Montenegro e Bulgária anunciaram a sua desistência.

Os três países desistiram por motivos financeiros. É que, como a Rússia não vai entrar (guerra na Ucrânia), e era um dos países que pagam mais para participar, as inscrições ficam mais caras para os outros países participantes.

A Ucrânia venceu o festival deste ano mas, por causa da guerra, o palco da próxima edição vai ser Liverpool, no Reino Unido.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

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