Os morcegos falam entre si com gritos semelhantes aos dos cantores de Death Metal

Tal como os vocalistas de bandas de Death Metal, os morcegos usam as suas “pregas vocais falsas” para emitirem rosnos que usam para comunicar entre si.

Os morcegos gostam tanto da escuridão que são muitas vezes símbolos sinistros e tenebrosos, sendo associados à morte, ao azar e aos vampiros e sendo também presenças assíduas em festas de Halloween.

Agora, estes animais notívagos podem também ser a nova mascote dos adeptos de música da pesada. De acordo com um novo estudo publicado na PLOS Biology, os morcegos comunicam entre si com gritos semelhantes aos dos vocalistas das bandas de Death Metal.

Os animais fazem vibrar as dobras na sua laringe de uma forma parecida com os cantores destas bandas, mas ainda não se sabe ao certo qual é o significado ou propósito destes rosnos.

Tanto os morcegos como os cantores recorrem a uma peculariedade anatómica conhecida como “pregas vocais falsas” — falsas porque, apesar de emitirem um som, não são usadas quando falamos ou cantamos normalmente.

Esta técnica emite sons entre 1 e 5 kilohertz, que são geralmente usados em situações de conflito entre animais. Isto sugere que estes rosnos servem como um aviso para outros morcegos que procurem confusão, relata o Science Alert. Já os sons com frequências mais altas são usados pelos morcegos para a ecolocalização.

A maioria dos mamíferos, incluindo os humanos, tem um alcance vocal médio de entre três e quatro oitavas. Quando um humano se aventura a cantar Death Metal, movimenta as suas pregas vocais falsas para que estas oscilem, o que gera um som pesado e de frequências baixas.

Para entenderem o que se passa nas pregas vocais dos morcegos, a equipa filmou directamente as membranas vocais de oito animais e captou 250 mil frames por segundo das suas vibrações.

Os cientistas descobriram que os morcegos têm um alcance vocal que pode chegar às sete oitavas, emitindo muitos sons que já não são audíveis pelos humanos, e que as vibrações das suas cordas oscila entre os 10 e os 95 kilohertz.

Muitos poucos cantores, como Mariah Carey, Prince ou Axl Rose, conseguem ter um alcance de cinco oitavas, e os morcegos ultrapassam-nos ao usarem diferentes estruturas na sua laringe.

Com certeza que próximos estudos sobre o propósito destes rosnos serão música para os nossos ouvidos — e da pesada.

  Adriana Peixoto, ZAP //

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