Montenegro acusa PS de “austeridade directa” ao resolver a crise com “mais impostos, a resposta de sempre”

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ppdpsd / Flickr

O ex-líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro

O ex-líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro

Montenegro refere-se ainda a Jorge Moreira da Silva, possível adversário nas directas do PSD, como um amigo e não fecha a porta à futura integração na sua equipa caso seja o novo líder dos sociais-democratas.

Em entrevista ao Público, Luís Montenegro afirma que tem as condições para cumprir as duas missões que os portugueses passaram aos portugueses nas legislativas — fazer oposição e construir um alternativa ao PS.

O candidato à liderança do PSD falou ainda nas perdas eleitorais do partido nos últimos tempos, mas recusa comentar uma possível falha de Rui Rio ao posicionar o partido mais ao centro.

“Creio que os portugueses estão um bocadinho cansados desta discussão, que é um bocadinho estéril, à volta do PSD. Falo por mim. Não tenho nenhum problema existencial sobre a afirmação ideológica do PSD. O PSD é o mesmo de sempre“, defende.

O antigo líder parlamentar recusa também entrar em discussões com o Chega, que já assumiu que quer ser o maior partido da oposição. “O campeonato do PSD não é estar a fazer competição com o Chega. O meu campeonato é vencer o PS. Não vamos entrar em diálogo directo com o Chega. É o que o Chega pretende”, afirma, acusando ainda o PS de querer “valorizar o Chega” ao “criar casos” com ele.

Montenegro criticou ainda a postura do Governo relativamente aos ajustes que devem ser feitos OE no novo contexto da guerra. “A única coisa nova foi a inenarrável pré-proposta do ministro da Economia com a criação de mais um imposto. Qual é a resposta às dificuldades que o PS vai trazer? Mais impostos, a resposta de sempre“, condena.

O candidato falou ainda na sua proposta para a reforma da imigração em Portugal, que terá um “problema demográfico” nas próximas décadas. “Devíamos ter um plano como tem a Austrália, o Canadá e a Alemanha, que identifique as principais lacunas que temos de mão-de-obra e que crie um programa de recrutamento e acolhimento de imigrantes que venham qualificar a nossa economia”, defende.

O ex-líder parlamentar recusa adiantar quem poderá escolher para esse cargo caso vença as directas, com os rumores em torno de Pedro Mota Pinto. Sobre um possível frente a frente com Jorge Moreira da Silva pela liderança, Montenegro considera-o um amigo e afirma que o PS é que quer que os dois candidatos sejam vistos como ambos ligados a Passos Coelho.

“Prestámos serviço ao PSD não só no tempo do dr. Pedro Passos Coelho mas noutras lideranças. Eu não tenho nenhuma vergonha do meu passado nem tenho nenhum problema existencial com o Governo do dr. Passos Coelho. Tenho orgulho naquilo que fizemos por Portugal. Quem deve ter problemas com o seu passado deve ser o dr. António Costa. O meu passado chama-se Pedro Passos Coelho, o passado de António Costa chama-se José Sócrates”, atira.

Montenegro não descarta incluir Moreira da Silva e Carlos Moedas na sua equipa caso vença as diretas e também recusa fazer já prognósticos sobre as eleições europeias de 2024.

  ZAP //

7 Comments

    • Porque este PS não sabe fazer reformas.
      Cortar em despesas do Estado é impopular e António Costa tem pavor de ser impopular.
      E, com isso, vamos lentamente deslizando para a cauda da Europa.

    • Quem depenou o país foi o PS de José Sócrates, com a pré-bancarrota e a ajuda da Troika de quase 90.000.000 de euros e que ainda está em débito.

  1. Quando a cabeça não dá para mais … Ou então o cérebro foi passar umas “longas” férias!
    Tenho ainda outra teoria, mais macabra…. Esta gente que papa tudo, tudo que lhe “dão”… Será que papam os próprios miolos?!

  2. Será importante analisar a razão por que o CHEGA tem ganho simpatizantes! O PSD tal como os partidos de esquerda teimam em fazer de conta que está tudo bem e que nada se passa no que toca a segurança e injustiças sociais não esquecendo leis discriminatórias e em nada adequadas aos nossos valores morais, mas que parecem ser a bandeira sobretudo dos partidos de esquerda! Veja-se o caso francês entre outros na Europa e procurem perceber a razão do descontentamento popular. Um caso bem esclarecedor em Portugal é a região alentejana onde o povo tem fortes tradições comunistas e com o aparecer do CHEGA teve aí uma forte adesão, eles lá saberão porquê! Enquanto outros políticos fingem não saber ou simplesmente não lhes interessa saber! Quanto mais meterem a cabeça na areia, mais apoiantes terá o CHEGA!

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